GIOVANA GIRALDELLI
DA REDAÇÃO
Foram identificados 27 comerciantes no esquema de cobrança de “mensalidade” imposto por uma facção criminosa em Nova Mutum (241 km de Cuiabá), investigado no âmbito da Operação Libertas. Segundo a Polícia Civil, nem todos eram vítimas: alguns faziam os pagamentos de forma “voluntária” por manter relação com integrantes da organização criminosa e poderão ser investigados por financiamento da facção.
De acordo com o delegado Jean Paulo Ferreira, da Derf Nova Mutum, os alvos das extorsões estavam espalhados por diferentes regiões do município. Durante as apurações, a polícia constatou que parte deles era alvo de ameaças e intimidações para efetuar os pagamentos, enquanto outros mantinham vínculo com membros da facção e realizavam os repasses de livre e espontânea vontade.
“Essas condutas serão devidamente individualizadas no inquérito policial. Aqueles que fazem esse pagamento de livre e espontânea vontade serão, sim, indiciados também por financiamento da organização criminosa”, afirmou o delegado.
Leia mais: Facção cobrava “taxa” de comerciantes sob ameaça de morte em MT
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou cinco pessoas apontadas como responsáveis diretamente pelo esquema de extorsão e representou por medidas cautelares junto ao Juízo de Garantias.
A Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, em endereços de Nova Mutum e Cuiabá, além de cinco prisões preventivas. As investigações continuam para individualizar a conduta de cada envolvido e identificar outras possíveis vítimas do esquema.
Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .
Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.











