Operação Dupla Face cumpriu mandados em Nova Mutum, Cuiabá e na Penitenciária Central; Justiça autorizou quebra dos sigilos telefônico e telemático da investigada
A advogada Ana Paula Bacchi Muravski é investigada por suspeita de atuar em favor de uma facção criminosa com forte atuação em Mato Grosso. Ela é o principal alvo da Operação Dupla Face, deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu mandados de busca e apreensão e obteve autorização judicial para quebra de sigilos da investigada.
A operação foi autorizada pela Justiça após representação do Gaeco, que afirma ter reunido indícios de que a advogada prestava apoio à organização criminosa. As investigações tramitam sob sigilo.
Durante a ofensiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigada. Os policiais estiveram na residência da advogada, no escritório de advocacia onde ela atua, em Nova Mutum, e também na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos investigados. A decisão também permitiu a extração e a realização de perícia em celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.
Segundo o Gaeco, o objetivo das medidas é identificar a extensão da suposta atuação da advogada em benefício da facção criminosa, bem como esclarecer a comunicação entre os investigados e eventuais integrantes da organização.
Todo o material recolhido será encaminhado para análise pericial. A expectativa é de que os dados obtidos auxiliem no aprofundamento das investigações e na identificação de outros possíveis envolvidos.
A Operação Dupla Face contou com o apoio de equipes do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, responsáveis por dar suporte ao cumprimento das ordens judiciais em Nova Mutum.
Até o momento, o Gaeco não divulgou detalhes sobre a facção investigada nem informou se houve prisões durante a operação. As investigações seguem em sigilo judicial.











