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Mudança segue o Protocolo de Manchester e busca priorizar casos de urgência e emergência, melhorando o fluxo de atendimento na unidade.
O Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Lucas do Rio Verde passou a adotar uma nova classificação de risco para organizar o atendimento dos pacientes. A principal mudança é a implantação da classificação azul, destinada aos casos considerados não urgentes, que poderão aguardar atendimento por até 240 minutos (4 horas), conforme os critérios do Protocolo de Manchester.
A informação foi confirmada com exclusividade ao Terra MT Digital pelo secretário municipal de Saúde, Wellington Souto, que explicou que a medida faz parte de um processo de aperfeiçoamento do sistema de saúde do município e tem como objetivo garantir que os pacientes com maior gravidade recebam atendimento prioritário.
Segundo o secretário, situações como renovação de receitas médicas, unha encravada, dores crônicas sem agravamento e outras queixas de baixa complexidade passam a ser enquadradas na nova classificação azul. Esses pacientes poderão aguardar mais tempo, permitindo que as equipes concentrem esforços nos casos realmente urgentes.
Como funciona a classificação de risco
O sistema utilizado é baseado no Protocolo de Manchester, que organiza os pacientes de acordo com a gravidade clínica, e não pela ordem de chegada. As classificações são:
* 🔴 Vermelho – Emergência: atendimento imediato;
* 🟠 Laranja – Muito urgente: atendimento em até 10 minutos;
* 🟡 Amarelo – Urgente: atendimento em até 60 minutos;
* 🟢 Verde – Pouco urgente: atendimento em até 120 minutos;
* 🔵 Azul – Não urgente: atendimento em até 240 minutos.
De acordo com Wellington Souto, a mudança busca tornar o atendimento mais eficiente e reforçar a verdadeira função do Pronto Atendimento, que é prestar assistência aos casos de urgência e emergência, reduzindo a sobrecarga causada por pacientes com demandas que poderiam ser resolvidas em outros serviços da rede municipal de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que todos os pacientes continuarão sendo avaliados na triagem por profissionais capacitados e que a classificação será definida conforme o estado clínico de cada pessoa, garantindo prioridade para quem apresenta maior risco.
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