Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
O governo federal anunciou que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24). A informação foi confirmada neste sábado (20) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
A declaração foi feita durante a entrega da primeira fase da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070, no município de Dom Aquino/MT. Até então, o aumento da mistura ainda estava previsto para ser analisado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião marcada para a próxima semana, o que indica antecipação da confirmação pelo governo.
A medida é aguardada há meses pelo setor de biocombustíveis, que defende a ampliação da mistura como forma de aumentar a demanda por etanol e fortalecer a cadeia produtiva ligada ao agronegócio.
Segundo Alckmin, a mudança tem potencial para reduzir o preço da gasolina ao consumidor, além de ampliar a participação de combustíveis renováveis na matriz energética brasileira. Ele destacou ainda que o país avança em um modelo considerado estratégico diante do cenário internacional de transição energética.
“Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, afirmou o vice-presidente, ao citar também a produção de derivados como o DDG, utilizado na alimentação animal.
Alckmin ressaltou ainda que o Brasil se destaca globalmente pelo percentual elevado de etanol na gasolina e afirmou que outros países devem avançar na adoção de combustíveis renováveis, especialmente nos setores marítimo e de aviação, com o uso de biocombustíveis como o SAF.
Durante o evento, o vice-presidente também mencionou negociações comerciais envolvendo a exportação de carne bovina, incluindo tratativas com a União Europeia e os Estados Unidos. Segundo ele, o objetivo é ampliar mercados após o reconhecimento sanitário do Brasil como livre de febre aftosa em determinados critérios internacionais.
Alckmin ainda citou programas de financiamento ao setor agrícola, como o Moderfrota Agro, com recursos estimados em R$ 14 bilhões. Os financiamentos devem ser operados por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de agentes privados de crédito.
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