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Análise: Rombo do Banco Master vai prejudicar aposentadorias


O escândalo do Banco Master promete deixar um rastro de prejuízos para servidores públicos de ao menos dois estados brasileiros, o Rio de Janeiro e o Amapá. No Bastidores CNN desta quarta-feira (27), o analista de Economia Fernando Nakagawa explicou as possíveis consequências, ainda que não imediatas, do rombo.

O Rioprevidência, fundo responsável pela previdência de todos os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, alocou mais de R$ 3 bilhões, direta ou indiretamente, em ativos do Banco Master. “Esse investimento virou pó. Não existe mais essa grana, ela sumiu”, afirmou Nakagawa.

No caso do Amapá, o último relatório disponível indica que o fundo de previdência estadual, a Amprev, tinha destinado R$ 426 milhões ao Banco Master. O valor equivale a quase 5% de todo o patrimônio do fundo.

No curto prazo, os servidores ativos e os já aposentados podem não perceber o impacto imediato, pois outras operações financeiras tendem a compensar o prejuízo temporariamente.

No entanto, Nakagawa alertou que, ao longo do tempo, o rombo vai aparecer. “Ao invés de receber X lá no futuro, as pessoas vão receber X menos alguma coisa, que é o prejuízo sofrido atualmente”, explicou. O analista destacou a gravidade da situação ao comparar as alocações feitas pela Amprev.

“Eles colocaram no Banco Master mais dinheiro do que em bancos gigantescos, como o Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, BTG Pactual. Ou seja, estavam confiando mais em um banco pequeno, de nicho, do que nessas casas gigantescas, que têm um risco, obviamente, muito menor“.

Outro ponto ressaltado por Nakagawa é que esse tipo de operação não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo que cobre pessoas físicas em casos de insolvência bancária. “Nesse caso, é prejuízo mesmo”, afirmou Nakagawa.



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