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“Quilos Mortais Brasil”: médico revela medo da exposição dos superobesos


Um reality show como “Quilos Mortais Brasil” tem a chance de revelar como é a rotina de pessoas que não conseguem viver em sociedade e acabam esquecidas: os superobesos. Retratados no programa como pacientes que estão buscando mudar de vida, eles têm que — além de lutar contra seu próprio peso — lidar com os estigmas do público.

À CNN Brasil, o médico Marcello Giovanni, que participa da atração, se disse surpreso com como esses pacientes são retratados.

“Tive a grata surpresa de ver o cuidado com que foi feito. Eles fizeram que as pessoas enxergassem o Carlos [personagem da 1ª temporada] além da obesidade, como pessoa. Foi muito lindo de ver, realmente emocionante”, disse.

Giovanni lembrou que, por a obesidade sendo uma doença multifatorial, é importante lembrar aos espectadores de “Quilos Mortais Brasil” que a condição dos pacientes não é reflexo apenas da alimentação.

“A sociedade tem uma dificuldade de compreender que a obesidade não é um pecado capital, não é uma questão de hábito, e para resolver não é só ‘fechar a boca’. Esses comentários são ruins”, contou.

O médico falou à CNN Brasil sobre a importância do trabalho dos cientistas bariátricos, endocrinologistas, nutricionistas, nutrólogos e educadores físicos que cuidam dos pacientes superobesos, entendendo o contexto em que estão inseridos e os ajudando a mudar de vida.

“Sem criminalizar, sem julgar, sem colocar a culpa, sem maltratar, porque, por incrível que pareça, muitos profissionais de saúde ainda tratam os pacientes obesos com preconceito”, pontuou.

De acordo com o médico, é possível observar que as pessoas que conseguem superar as adversidades da doença multifatorial têm um avanço em diversas áreas da vida — como profissional, amorosa e social.

“Eles desenvolvem uma capacidade de viver e conseguem chegar mais perto do seu próprio potencial”, refletiu.



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