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Impasse entre China e EUA revela conflito de prioridades


Na última quarta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou Pequim para se reunir com o líder chinês Xi Jinping após meses de tensão envolvendo tarifas, comércio internacional e disputas estratégicas entre as duas potências. 

Apesar da tentativa de sinalizar uma aproximação diplomática, o encontro mostrou diferenças entre as prioridades de cada lado.  

Segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, Trump chegou à China com foco maior em comércio e acordos econômicos, enquanto o governo chinês buscou reforçar questões políticas e estratégicas, especialmente relacionadas a Taiwan.

Durante o discurso, Xi Jinping mencionou o temor de que as duas potências acabem entrando na chamada “Armadilha de Tucídides”.

“O conceito descreve momentos em que uma potência emergente ameaça a liderança de uma potência estabelecida, aumentando o risco de conflito entre ambas”, explica Fontes.

Para Thiago Godoy, o cenário atual vai além da economia tradicional e envolve setores estratégicos da nova ordem global.

“Essa disputa envolve setores como semicondutores e tecnologia. Além disso, a China busca reduzir a dependência global do dólar, em um cenário de reorganização da economia mundial”, afirma.

Bernardo Pascowitch destaca que havia expectativa do mercado em torno de possíveis avanços nas negociações entre os dois países.

“Trump esperava divulgar acordos que acabaram não vindo, seja sobre comércio, tarifas ou até questões relacionadas ao petróleo e ao Estreito de Ormuz”, analisa Pascowitch.

O impasse sobre Taiwan também ocupa um papel estratégico na economia global por concentrar algumas das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, componentes essenciais para celulares, computadores, inteligência artificial, carros elétricos e equipamentos militares.

Por isso, uma eventual escalada de tensão na região pode gerar consequências para os setores de tecnologia e investimentos.

“Quando olhamos o S&P nas máximas e o mercado muito concentrado na bolsa americana, isso aumenta a percepção de risco. Caso aconteça uma anexação de Taiwan e os EUA não reajam de forma mais forte, isso pode aumentar o desinteresse de investidores pelos ativos americanos e levar parte do mercado a buscar oportunidades em outras regiões”, conclui a apresentadora.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.



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