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Diretor do BC: Proteção de dados é maior pesadelo do supervisor bancário


O diretor de Fiscalização do BC (Banco Central), Ailton de Aquino, afirmou que a digitalização do Sistema Financeiro Nacional traz desafios para a segurança cibernética. Ele participou na manhã desta quinta-feira (21) do Congresso Abipag.

“Os avanços também trazem novos desafios. A digitalização intensifica a necessidade de atenção para segurança cibernética. Estou grifando segurança cibernética, dado que eu sempre digo que é o maior pesadelo de um supervisor bancário hoje em dia”, disse Ailton.

Para o diretor do Banco Central, casos complexos como o arranjo entre a Mastercard e o Will Bank mostram a necessidade da revisão da lei nº 12.865, de 2013, que define os arranjos de pagamento como o “conjunto de regras e procedimentos que disciplina a prestação de determinado serviço de pagamento ao público aceito por mais de um recebedor, mediante acesso direto pelos usuários finais”.

Após a liquidação do Will Bank em janeiro, a Mastercard avisou às empresas de maquininhas — também chamadas de credenciadoras ou adquirentes – que não iria pagar a conta sozinha além das garantias que conseguir executar com a instituição financeira liquidada. Para as maquininhas, os riscos devem ser assumidos pela iniciadora do arranjo de pagamento, que seriam as bandeiras.

Durante o evento, o diretor do BC destacou que a autoridade monetária trabalha para conciliar sustentabilidade e segurança do Sistema Financeiro Nacional ao mesmo tempo que estimula a concorrência e fomenta inovação responsável, como o Pix e o Open Finance.

Diante disso, Ailton considera mais relevante que haja uma gestão de riscos ao longo de toda cadeia de supervisão e regulação.



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