Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo
Suhaib Salem/Reuters
Apesar da convocação para a Copa do Mundo na última segunda-feira (18), Neymar deve ficar fora dos gramados até a competição por conta de um novo problema físico: um edema na panturrilha direita.
➡️O edema muscular é um inchaço que acontece pelo acúmulo de líquidos em determinada parte do corpo. No caso de lesões esportivas, em geral ele é causado por pancadas diretas ou estiramento das fibras musculares. (entenda mais abaixo)
“Nesses casos, há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, detalha Eduardo Ramalho, médico ortopedista e especialista em trauma do esporte.
Neymar sentiu a panturrilha no último confronto do Santos, no domingo (17), contra o Coritiba. A previsão é que o jogador trate o problema no CT Rei Pelé, com acompanhamento da CBF, mas o problema não preocupa a longo prazo, segundo os médicos.
O atacante deve ficar à disposição do Santos até 26 de maio, mas ele não deve realizar mais jogos oficiais antes do Mundial.
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Como acontece um edema muscular?
Um edema muscular acontece quando há um acúmulo anormal de líquido ao redor do músculo. Esse tipo de problema é muito comum no futebol e indica uma resposta inflamatória do corpo a pequenas lesões na região afetada.
Ramalho explica que não necessariamente o termo edema, sozinho define a gravidade do caso.
“Muitas vezes os clubes utilizam expressões como edema, desconforto ou sobrecarga antes de detalhar exatamente o grau da lesão”, analisa.
Ele ainda acrescenta que, no futebol, a panturrilha acaba sendo um foco frequente desse tipo de problema porque ela está envolvida em praticamente todos os movimentos explosivos.
Segundo os especialistas, o edema muscular tem algumas principais causas no esporte:
Excesso de esforço
Trauma e impactos
Má execução de movimentos
Retorno de lesões
O ortopedista ressalta que no caso de Neymar, o histórico recente tem papel importante nesse diagnóstico.
“Ele vem de um período longo com histórico de lesões, cirurgias e afastamentos importantes. Quando um atleta passa muito tempo fora, existe perda de condicionamento muscular e redução da capacidade de absorver carga”, comenta.
👉Os sintomas do edema muscular mais comuns incluem:
Dor localizada
Sensação de endurecimento muscular
Perda de potência
Dificuldade para acelerar
No caso de lesões mais graves, o atleta pode ter dificuldade para apoiar o pé, dor para correr, limitação nos movimentos e até hematoma local.
Tratamento e prazo de retorno
De forma geral, o tratamento foca em evitar que o inchaço cause uma compressão dos nervos e agrave o quadro e depende diretamente da gravidade da lesão.
Ele inclui repouso, com um período sem atividade física, aplicação de compressas de gelo, especialmente logo após a lesão e fisioterapia em caso de dores persistentes.
“Nos casos mais leves, o foco inicial é controlar edema, reduzir inflamação e recuperar mobilidade. Depois entra uma fase progressiva de fortalecimento muscular e recondicionamento para corrida, aceleração e mudança de direção”, afirma Ramalho.
Quando se trata apenas de um edema ou uma sobrecarga leve, o retorno pode acontecer em poucos dias. Já pequenas lesões musculares normalmente exigem algumas semanas.
“O mais importante é que o atleta não volte apenas sem dor, mas com capacidade muscular suficiente para suportar a intensidade do jogo. A panturrilha é uma região com alto risco de nova lesão quando o retorno acontece cedo demais”, alerta o ortopedista.
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Edema na panturrilha: o que é problema que deve deixar Neymar fora dos gramados até a Copa











