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Brasileiras descobrem microrganismos que podem explicar vida extraterrestre


Uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) identificou uma nova espécie de microrganismo em um vulcão ativo na Antártida, o que oferece novas pistas sobre a resistência da vida em ambientes hostis. A descoberta pode ajudar a entender a sobrevivência e resistência deles fora da terra.

O local da pesquisa não foi escolhido a toa. A região é considerada um polo importante de pesquisas e estudos sobre biodiversidade e astronomia.

Condições extremas

A espécie, denominada Pyroantarcticum pellizari, pertence ao domínio das arqueias e foi encontrada em uma fumarola – abertura vulcânica que expele gases a quase 100°C – na Ilha Deception.

O microrganismo identificado faz parte da família Pyrodictiaceae e é classificado como hipertermófilo, sendo capaz de sobreviver em temperaturas superiores a 60°C.

A existência de vida em ambientes que combinam extremos múltiplos — como o calor de fumarolas vulcânicas, acima de 100°C, cercadas por gelo e neve — oferece um modelo de como a vida poderia prosperar em outros corpos celestes com climas igualmente hostis

Conexão com a astrobiologia

A descoberta da nova espécie de arqueia, contribui significativamente para os estudos sobre vida extraterrestre, principalmente dentro do campo da astrobiologia.

Para identificar o organismo, a equipe utilizou técnicas de análise genética avançadas, conhecidas como MAGs (metagenome-assembled genome), que permitem reconstruir o genoma de seres que não podem ser cultivados em laboratório.

Segundo as pesquisadoras Amanda Bendia, Ana Carolina Butarelli e Francielli Vilela Peres, a alta pureza do genoma recuperado (97%) contribui significativamente para os bancos de dados científicos globais



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