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Artesanato indígena de Mato Grosso se destaca em salão nacional e movimenta milhares de reais em São Paulo


O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos principais destaques da vigésima segunda edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, sediado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Logo no primeiro dia do evento, bancos esculpidos em madeira pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram 68 mil reais entre vendas diretas e encomendas, durante uma rodada de negócios direcionada a arquitetos, decoradores e lojistas de diversas regiões do país.

A participação mato-grossense na feira ocorre em dois espaços distintos, sendo um no estande institucional dos estados brasileiros, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro sob a responsabilidade do Sebrae Mato Grosso, que acompanha os produtores locais. Ao todo, a comitiva do estado reúne 11 artesãos individuais, além de associações e núcleos produtivos oriundos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

Além das peças e esculturas indígenas, o estado levou para a exposição obras em cerâmica, sementes, madeira e materiais reciclados, representando variadas regiões e manifestações culturais de Mato Grosso. A coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, destacou que a presença no salão nacional é uma iniciativa estratégica para ampliar o mercado consumidor, fortalecer o trabalho das comunidades e demonstrar o real potencial econômico da produção artesanal do interior. De acordo com a coordenadora, o artesanato indígena possui excelente aceitação mercadológica, e o resultado financeiro obtido reflete a força econômica dessa expressão cultural, convertendo tradição em renda e fomento ao empreendedorismo de pequenos produtores.

A gestora estadual também ressaltou a importância do apoio governamental para viabilizar o transporte e a logística dos artesãos até os grandes centros consumidores, visto que os custos elevados inviabilizariam a participação de muitas comunidades isoladas e de municípios distantes sem o suporte institucional. Conforme a coordenadora, enquanto o Governo Federal é o responsável por disponibilizar os espaços físicos de exposição, cabe à administração estadual oferecer toda a infraestrutura e o suporte operacional necessário para que os pequenos produtores possam expor seus trabalhos.

Um dos destaques da feira, o artesão Peti Waura, que reside na Aldeia Álamo, no município de Paranatinga, atua há mais de duas décadas com esculturas em madeira. Cada banco esculpido por ele demanda cerca de uma semana de trabalho e os valores variam de 800 reais a cinco mil reais. O artista explicou que aprendeu o ofício ainda na infância e atualmente transmite os conhecimentos para o filho, ressaltando que a oportunidade em São Paulo representa tanto uma fonte expressiva de faturamento quanto o reconhecimento profissional de sua produção cultural perante decoradores e arquitetos.

A ceramista Valéria Menezes, que participa da feira paulista pela primeira vez após 19 anos de dedicação ao artesanato em cerâmica, também celebrou os resultados comerciais obtidos no salão. A artesã afirmou que o suporte governamental é essencial para abrir novos canais de divulgação, permitindo que o público de outros estados conheça a qualidade da produção mato-grossense, além de apontar que tem registrado ótimos índices de vendas e recebido elogios dos visitantes. O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne centenas de expositores de quase todas as unidades da federação, com a expectativa de superar os patamares financeiros alcançados no ano anterior.



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