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Banco Master: Veja histórico de posicionamentos de Flávio sobre o caso


A divulgação de áudios que comprovam contato entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro expôs uma série de contradições nas declarações públicas do político ao longo dos meses anteriores. Antes da revelação, Flávio negava categoricamente qualquer relação com o ex-banqueiro e chegou a chamar de “mentira” as perguntas feitas por um repórter do The Intercept.

A situação ocorreu nesta quarta-feira (13) quando Flávio Bolsonaro foi abordado pelo jornalista Thalys Alcântara em Brasília, ao sair de um encontro com o presidente do STF Edson Fachin. Questionado sobre a suposta participação de Vorcaro no financiamento de um filme, Flávio reagiu com uma risada alta, classificou as informações como mentira e chamou o repórter de militante.

Horas depois, no entanto, a reportagem do The Intercept revelou os áudios e Flávio confirmou o pedido de dinheiro a Vorcaro. Durante o Hora H desta quinta-feira (14), no dia seguinte à divulgação da conversa, Thais Herédia apresentou uma linha do tempo dos posicionamentos recentes de Flávio Bolsonaro sobre o caso Master.

A linha do tempo das declarações

Em 11 de março, Flávio Bolsonaro defendia que “todo mundo” deveria ser investigado no caso Master, adotando um discurso de amplitude e isenção. “Ali a gente já estava tratando do fator ecumênico do caso Master, de como pegava todas as frentes, com todo mundo envolvido de alguma forma”, destacou Herédia.

No dia 22 de março, passou a responder mais diretamente às críticas dos governistas, que tentavam vincular o caso à direita brasileira, inclusive com a criação do termo “Bolso Master”. Nessa ocasião, Flávio afirmou que “vincular o caso Master à direita é narrativa falsa”.

No dia 8 de maio, na sexta-feira da semana passada, o senador associou o caso ao Partido dos Trabalhadores e pediu, por meio de suas redes sociais, a criação de uma CPI do Master.

No dia seguinte, 9 de maio, em evento do PL em Santa Catarina, Flávio surgiu com uma camiseta que estampava a frase “o Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”, reforçando a tese de que qualquer ligação entre ele e o banco não teria fundamento.

Apenas quatro dias depois, em 13 de maio, veio a reviravolta: primeiro a negação pública ao repórter, e horas depois a confirmação do pedido de recursos a Vorcaro.

“Todas as nossas apurações dão conta de que ninguém do seu círculo mais fechado para a sua pré-campanha sabia dessa relação“, destacou Herédia. A avaliação é de que Flávio não se ‘vacinou’, como se diz nos bastidores políticos, contra a possibilidade de exposição pública do contato.



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