Veja as principais notícias no MODO STORIES
Chuvas se intensificam no Centro-Oeste e Sudeste do país
Rebeldia? FORCA apresenta desfile no SPFW com drift de carro
Agropecuária ocupa territórios próximos aos preservados na Amazônia
Canetas emagrecedoras substituem caixa como principal alvo de roubos
Quase 3 em cada 10 crianças e adolescentes têm hipertensão, aponta levantamento feito em escolas de 3 estados brasileiros
ALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 
Saúde dos papas: lembre histórico de João Paulo II, Bento XVI e Francisco
NOVA MUTUM CLIMA

Análise: Carne iria para União Europeia com imposto zero


A União Europeia excluiu o Brasil, nesta terça-feira (12), da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco. A decisão ocorre mesmo com a redefinição das tarifas de importação para zero no âmbito do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Segundo Fernando Nakagawa, analista de economia, ao Bastidores CNN, a exclusão está formalmente fundamentada em exigências sanitárias. “Em tese, a gente tem que entregar os protocolos sanitários, a gente como país, aos europeus para conseguir esse sinal verde”, explicou.

Lista atualizada exclui Brasil de 10 produtos agropecuários

As autoridades europeias atualizaram a lista de países de fora do bloco autorizados a vender uma série de produtos agropecuários aos países-membros. A relação inclui dez categorias, entre elas carne bovina, caprinos, suínos, equinos, aves, leite, ovos, carne de coelho, carne de caça e mel. O Brasil não foi autorizado a nenhum desses produtos.

De acordo com Nakagawa, a União Europeia justificou a medida com base em sua campanha contra a resistência antimicrobiana, descrita pelo bloco como um problema de saúde pública que ainda mata milhares de pessoas por ano em todo o planeta. Para obter autorização, os países precisam apresentar e comprovar o cumprimento de uma série de protocolos fitossanitários exigidos por Bruxelas.

Parceiros do Mercosul foram autorizados

Enquanto o Brasil foi excluído, outros integrantes do Mercosul receberam autorização para exportar ao bloco europeu. A Argentina obteve aval para nove dos dez produtos, incluindo a carne bovina. Paraguai e Uruguai também receberam esta autorização. “O Brasil não vai conseguir vender nada com essas cotas, a não ser que consiga mostrar o contrário”, afirmou Nakagawa.

No âmbito do acordo Mercosul-União Europeia, o bloco sul-americano foi autorizado a vender 10 mil toneladas de carnes nobres bovinas com alíquota reduzida de 20% para zero — a chamada cota Hilton, uma modalidade de negociação existente desde a década de 1970. Para os demais cortes, há uma cota de 99 mil toneladas com alíquota reduzida de 12,8% para 7,5%.

Do lado europeu, queijos já passam a ter redução de 28% para 25,8% na alíquota de importação, enquanto chocolate e tomate entram no calendário a partir de 2026, com redução gradual das tarifas ao longo dos anos.

Decisão pode ter caráter político, segundo analista

Além da justificativa sanitária, Nakagawa apontou que a decisão pode ter motivações políticas. Segundo ele, Bruxelas pode ter incluído o Brasil na lista dos não autorizados como forma de sinalizar aos produtores europeus que a carne brasileira não terá livre acesso ao mercado do bloco. “Os produtores europeus são muito temerosos da competitividade do agronegócio do Mercosul e do Brasil”, destacou o analista.

A União Europeia indicou que o Brasil poderá apresentar novamente os dados e demonstrar o cumprimento dos protocolos fitossanitários para obter futuramente o aval necessário.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News