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OpenAI é processada por suposto envolvimento do ChatGPT em atentado nos EUA


A família de uma das vítimas do atentado na Universidade Estadual da Flórida (Estados Unidos), ocorrido em abril de 2025, abriu processo contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT ajudou o atirador a planejar o ataque. Na ocasião, duas pessoas morreram e seis ficaram feridas.

Conforme a denúncia registrada na justiça da Flórida, na segunda-feira (11), a empresa de IA falhou em detectar ameaça nas “extensas conversas” que o acusado dos disparos, Phoenix Ikner, manteve com o chatbot antes do atentado. A startup nega qualquer responsabilidade no crime.

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Como o ChatGPT teria ajudado o atirador?

Na ação, a família de Tiru Chabba, um dos mortos no atentado, afirma que o acusado compartilhou imagens de armas de fogo com o bot e recebeu orientações detalhadas sobre como usá-las. Além disso, a tecnologia teria dado outras sugestões para a ação.

  • A IA comentou que o tiroteio ganharia destaque nacional “se crianças estiverem envolvidas, mesmo duas ou três vítimas podem atrair mais atenção”, como diz o texto;
  • O processo alega, também, que o ChatGPT incentivou os delírios do acusado, reforçando a visão de que ele era uma pessoa sã e racional, convencendo-o de que suas ações eram necessárias para provocar mudanças;
  • Em outro momento, a denúncia aponta que Ikner obteve dicas sobre o melhor horário para realizar o ataque, junto ao bot, para atingir mais pessoas;
  • O suspeito ainda teria consultado a ferramenta sobre as penalidades legais que enfrentaria, após cometer o atentado.
O tiroteio na Universidade Estadual da Flórida resultou em duas mortes e seis pessoas feridas. (Imagem: Miguel J. Rodriguez Carrillo/Getty Images)

Viúva de Chabba, Vandana Joshi lembrou que a startup já enfrentou outros processos semelhantes, por suposto envolvimento da IA em atos ilícitos. Para ela, a empresa sabia que isso aconteceria novamente.

“Mas eles escolheram priorizar o lucro em detrimento da nossa segurança, e isso matou meu marido. Eles precisam ser responsabilizados antes que outra família tenha que passar por isso”, argumentou Joshi durante coletiva de imprensa.

O que diz a OpenAI?

Em comunicado enviado à NBC News, a dona do ChatGPT negou as acusações. Segundo a empresa, o bot apenas forneceu respostas factuais disponíveis em várias fontes públicas na internet.

“O massacre do ano passado na Universidade Estadual da Flórida foi uma tragédia, mas o ChatGPT não é responsável por esse crime terrível”, diz a nota. A startup apontou, ainda, que a IA “não incentivou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”.

A OpenAI também declarou que vem contribuindo com as investigações policiais desde que tomou conhecimento do crime. Além disso, tem tomado medidas para detectar intenções maliciosas e responder imediatamente a eventuais riscos de segurança.

Continue no TecMundo e relembre outros processos enfrentados pela empresa por mortes relacionadas ao bot inteligente.



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