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Futuro do boi gordo desacelera e investidores adotam postura mais cautelosa


A movimentação dos investidores no mercado futuro do boi gordo perdeu força nesta semana e reforçou o clima de cautela entre os participantes. De acordo com levantamento da consultoria Hedge Agro, após a forte liquidação de posições compradas por pessoas físicas na semana anterior, o mercado entrou em compasso de espera, sem direção clara.

Os dados mostram pequenos ajustes de posição entre os players, mas sem mudanças relevantes na estrutura do mercado. O volume de negociação também ficou abaixo do esperado em alguns pregões, indicando menor apetite ao risco enquanto investidores aguardam novos gatilhos, seja no mercado físico ou financeiro.

“Mesmo com a desaceleração recente, as pessoas físicas seguem fortemente posicionadas na ponta compradora, com saldo positivo de 26.524 contratos, sinalizando que parte do mercado ainda aposta em valorização da arroba nos próximos meses”, informou a Hedge Agro.

Na outra ponta, os frigoríficos permanecem vendidos em 19.575 contratos, embora tenham reduzido levemente suas posições. Segundo a Hedge Agro, esse movimento reflete uma proteção natural das indústrias que já fecharam negócios a termo para os próximos meses.

O cenário é descrito pela consultoria como um “equilíbrio tenso”, marcado pela baixa liquidez e pela ausência de direcionadores mais fortes para os preços.

A percepção também é compartilhada pelo administrador de empresas e articulista da Scot Consultoria, Raphael Galo. Segundo ele, os contratos futuros ainda apontam desvalorização para os próximos vencimentos, com queda estimada de R$ 10,60 por arroba em maio e de aproximadamente R$ 16,50 nos contratos de junho e julho.

Apesar disso, Galo destaca um fator considerado positivo pelo mercado e que os preços futuros seguem sustentados acima de R$ 330 por arroba, patamar que vem funcionando como importante suporte.

O analista ressalta ainda que, nos níveis atuais projetados para os próximos vencimentos, muitas operações já trabalham sem margem positiva, e em alguns casos até com prejuízo. Ainda assim, ele pondera que o comportamento do mercado pode mudar rapidamente, tanto para uma retomada das altas acima de R$ 370 por arroba quanto para uma perda do suporte atual dos R$ 330/@.



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