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Executivos mostram cautela sobre plano dos EUA de guiar navios por Ormuz


Executivos do setor de transporte marítimo estão demonstrando cautela em relação ao “Projeto Liberdade”, a operação americana que começou nesta segunda-feira (4) para guiar navios pelo Estreito de Ormuz.

“É preciso que ambos os lados desbloqueiem o Estreito — não apenas um”, disse Bjørn Højgaard, CEO da empresa de gestão de navios Anglo-Eastern. “Qualquer uma das partes pode sinalizar que está disposta a permitir a passagem de certos navios, mas, a menos que a outra parte aceite isso na prática, a realidade não muda substancialmente”, continuou.

“Anúncios são uma coisa — passagem segura e previsível é outra”, destacou.

“O presidente da Comissão Nacional de Segurança do Irã afirmou que tais ações “serão consideradas uma violação do cessar-fogo”. Nessas circunstâncias, devemos ser cautelosos”, apontou Richard Hext, presidente da Associação de Armadores de Hong Kong.

O objetivo declarado da operação americana é “restaurar a liberdade de navegação”.

Em um comunicado, Brad Cooper, do Comando Central dos Estados Unidos, disse que “o apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”. O Projeto envolve destróieres de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar e 15.000 militares.

Um oficial americano compartilhou com a CNN que a operação para guiar navios pelo Estreito não é uma missão de escolta.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o Projeto como um “gesto humanitário”.

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, centenas de navios e cerca de 20.000 marinheiros estão presos no Golfo. A crise também gerou escassez de alimentos, suprimentos médicos e água a bordo de algumas embarcações, obrigando as tripulações a racionar suprimentos.

Os militares dos Estados Unidos explodiram seis pequenas embarcações do Irã no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), depois que o regime iraniano lançou “múltiplos mísseis de cruzeiro, drones e pequenas embarcações” contra navios da Marinha dos EUA e navios comerciais que estavam sendo protegidos pelos militares americanos, segundo o chefe do Comando Central dos EUA, almirante Bradley Cooper, a repórteres.



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