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Uma mulher de 36 anos foi atacada por um cachorro na noite desta segunda-feira (20), no bairro Vila União, em Nova Mutum/MT. A vítima, identificada como Angelita Santos da Silva, sofreu ferimentos no braço ao tentar proteger seus dois cães durante o ataque.
Segundo o relato, Angelita havia saído para buscar um de seus cachorros quando percebeu que o portão de uma residência vizinha estava aberto e o animal do local circulava livremente pela rua. Ao encontrar seus dois cães, um deles ainda filhote, ela os pegou no colo e tentou chamar repetidamente a proprietária do imóvel para que contivesse o cachorro.
Sem resposta, a situação rapidamente saiu do controle. O animal, descrito como de grande porte e com características de mistura de pitbull, avançou em direção à vítima.
“Eu gritava por socorro enquanto ele vinha. Quando vi, ele já estava em cima de mim, tentando pegar meus cachorros”, relatou.
Ainda de acordo com a vítima, o cachorro passou a atacá-la com mordidas, atingindo principalmente o braço. “Ele rasgava meu braço. Parecia que estava arrancando pedaços de mim. Foi uma sensação de desespero, como se eu estivesse sendo destruída ali”, disse.
Mesmo sob ataque, Angelita afirma que sua principal preocupação era proteger os animais. “O que eu mais queria era salvar meus dois cachorrinhos. Mesmo caída no chão, eu ainda estava segurando eles”, contou.
O ataque só cessou após o marido da vítima, Marcos Antônio, chegar ao local correndo e gritando, o que fez o cachorro recuar. Ainda assim, o animal voltou a perseguir um dos cães, que fugiu em direção a uma área de mata próxima.
A vítima relata que, mesmo diante da gravidade da situação, a dona do cachorro não prestou socorro. “Ela só colocou o cachorro para dentro e fechou o portão. Não perguntou se eu precisava de ajuda, não fez nada”, afirmou.
Angelita foi levada ao hospital, onde recebeu atendimento médico. Ela apresenta lesões no braço e segue em tratamento, necessitando de curativos frequentes. Segundo ela, o médico orientou que o cuidado não pode ser interrompido.
Além das lesões físicas, a vítima relata abalo emocional após o ataque. “Meu coração parece vazio desde então. Às vezes sinto ele acelerar e falta ar. Foi muito traumático”, disse.
A mulher também afirmou que este não seria o primeiro episódio envolvendo o animal. Segundo ela, o cachorro já teria tentado atacá-la em outras ocasiões.
Após o ocorrido, Angelita entrou em contato com a proprietária do cão para solicitar a carteira de vacinação do animal, necessária para acompanhamento médico. A resposta, segundo a vítima, foi de que o documento só poderia ser entregue posteriormente.

O caso deve ser formalizado junto às autoridades policiais e pode resultar em responsabilização da tutora do animal, conforme previsto em lei.











