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Operação Contenção: PF quer identificar vídeos para acelerar trabalho


A Polícia Militar do Rio de Janeiro registrou 9 mil vídeos com imagens de 504 câmeras corporais dos agentes que participaram da Operação Contenção, deflagrada no ano passado, que deixou mais de 120 mortos que teriam ligação com a organização criminosa Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais. 

As imagens foram enviadas para a Polícia Federal (PF) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Após receber as imagens, a PF solicitou ao ministro, nesta quarta-feira (15), que as gravações sejam enviadas em mídia física pela polícia do Rio, no formato original, para verificação da integridade.

Para facilitar o trabalho de perícia, a corporação também solicitou que trechos de interesse sejam objetivamente indicados, a fim de acelerar a análise do caso. Sem a triagem, a perícia pode levar cerca de três anos para ser feita. 

“A integralidade do conteúdo indicado a exame, estimado em cerca de 4.500 horas de gravação, deve ser objeto de análise, calcula-se, em sede de análise preliminar e levando-se em conta a disponibilidade de 10 peritos criminais federais, um prazo de atendimento da ordem de três anos”, disse a PF.

No mês passado, Moraes determinou que o governo do estado do Rio de Janeiro envie à Polícia Federal (PF) as imagens capturadas durante a operação. A corporação será responsável pela perícia do material.

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A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.

Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro. 



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