Veja as principais notícias no MODO STORIES
Petrobras investe em monitoramento sísmico em subsolo marinho
Após reunião nos EUA, Israel e Líbano concordam em fazer negociação direta
Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo
VÍDEO: Motoboys protestam MT contra projeto que muda pagamento de app
Terceirizados passam a ter reembolso-creche e jornada reduzida
Lula sanciona novo Plano Nacional de Educação: veja o que muda
Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo
Cruzeiro anuncia renovação com Artur Jorge após 23 dias como técnico
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Nicole Kidman diz que quer se tornar ‘doula da morte’ após perda da mãe; entenda como é o trabalho de quem acompanha o fim da vida




Nicole Kidman no Festival de Cannes em 2025
REUTERS/Stephane Mahe
A atriz australiana Nicole Kidman afirmou que pretende se tornar uma “doula da morte”, profissional que acompanha pessoas no fim da vida, após a morte da mãe, Janelle Kidman, em 2024.
A declaração foi feita no fim de semana durante um evento na Universidade de San Francisco, nos Estados Unidos.
Segundo a atriz, a decisão surgiu a partir do luto profundo vivido após a perda da mãe, aos 84 anos.
Kidman contou que, durante os últimos momentos de vida da mãe, sentiu falta de um apoio externo.
“Ela estava sozinha, e havia um limite para o que a família conseguia fazer”, disse.
A atriz explicou que, diante das demandas familiares e profissionais, percebeu a necessidade de alguém que pudesse oferecer cuidado e acolhimento de forma mais dedicada.
“Eu pensei: gostaria que existissem pessoas que pudessem estar ali, de forma imparcial, oferecendo conforto e cuidado”, afirmou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Entenda o que é uma doula da morte
As chamadas doulas da morte, ou doulas do fim da vida, são acompanhantes não médicas que oferecem apoio emocional, espiritual e prático a pessoas em fase final de vida.
O trabalho também inclui suporte aos familiares, especialmente durante o processo de despedida e luto.
Na prática, essa atuação costuma acontecer em casa ou em ambientes de cuidado, como hospitais e instituições de longa permanência.
A ideia é ajudar a tornar esse momento mais acolhedor, com escuta, presença e atenção às necessidades da pessoa e da família.
Morte e vida: os relatos de profissionais que lidam diariamente com perdas
Diferentemente de profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, as doulas não realizam procedimentos clínicos.
Enquanto os cuidados paliativos se concentram no controle da dor e nos aspectos físicos, as doulas atuam principalmente no campo emocional e humano.
Doulas da morte trabalham para dar apoio emocional e espiritual para quem está morrendo
Pixabay
Doula não é enfermeira
Entre as funções, podem estar conversas sobre medos e desejos, apoio na organização de despedidas, ajuda para lidar com decisões difíceis e até a simples companhia nos últimos momentos.
Em alguns casos, a presença silenciosa já é suficiente para trazer conforto.
A atividade ainda não é regulamentada em muitos países, mas tem se expandido nos últimos anos, com cursos e formações específicas.
Um dos principais pilares desse trabalho é a escuta: saber ouvir, sem interromper ou julgar, é considerado uma das habilidades mais importantes para quem atua na área.
Contudo, diferentemente das doulas que atuam no parto, as chamadas doulas da morte — ou doulas do fim da vida — ainda não têm uma regulamentação específica na maior parte do mundo.
Brasileiro não gosta de falar sobre morte e não se prepara para o momento, revela pesquisa
No Brasil, por exemplo, uma lei recente passou a reconhecer a atuação de doulas no acompanhamento da gestação, do parto e do pós-parto. Mas esse marco não inclui o apoio no fim da vida, que segue sem regras próprias no país.
Em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido, o cenário é parecido. A atividade existe e vem crescendo, mas é organizada principalmente por associações, cursos e códigos de conduta próprios, e não por leis específicas.
Nesses locais, há uma linha clara: as doulas podem oferecer acolhimento, escuta, orientação e companhia, mas não podem realizar atividades que são exclusivas de profissionais regulamentados, como médicos, enfermeiros ou agentes funerários.
Esse limite é central no debate sobre a profissão. Em alguns casos, inclusive, há disputas judiciais sobre até onde vai a atuação dessas profissionais, especialmente quando envolve cuidados após a morte ou serviços ligados a funerárias.
Mesmo sem regulamentação formal, há uma oferta crescente de cursos e certificações, além de organizações que estabelecem padrões de atuação e ética. A formação costuma focar em habilidades como escuta, comunicação, planejamento de fim de vida e apoio ao luto.
Para especialistas, o avanço desse tipo de cuidado acontece em paralelo ao envelhecimento da população e ao aumento da demanda por cuidados paliativos.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News