De acordo com a Anvisa, o país importou, entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida — volume suficiente para cerca de 20 milhões de doses de 5 mg. Diante desse cenário, a agência informou que vai rever regras para endurecer o controle sobre a importação e a manipulação desses medicamentos.
Segundo a agência, o aumento expressivo na entrada desses insumos ocorre em um contexto em que o Brasil permite a manipulação de medicamentos dessa classe em farmácias, o que amplia a circulação desses produtos fora das versões industrializadas registradas.
A Anvisa também apontou a presença de propaganda e comercialização de medicamentos não regularizados no país — as chamadas “canetas paraguaias”.
Outro ponto de atenção é a falta de rastreabilidade em notificações de eventos adversos. No início deste ano, o g1 revelou que havia seis casos de morte por pancreatite envolvendo canetas emagrecedoras, além de mais de 60 mortes associadas a esses medicamentos no país.
De acordo com dados do sistema VigiMed divulgados pela Anvisa nesta segunda-feira, houve aumento nas notificações, e 26% dos casos de efeitos adversos estão ligados ao uso fora das indicações aprovadas em bula (off-label).
Na área de manipulação, a agência informou que farmácias magistrais têm atuado em desacordo com normas sanitárias. Em 2026, foram feitas 11 inspeções — número superior ao total de 2025 —, com interdição de oito empresas, sendo sete farmácias e uma importadora. Ao todo, mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis foram apreendidas.
O que causou a mudança nas regras?
Segundo a agência, há um aumento expressivo na importação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção desses medicamentos, além da circulação de produtos sem registro e de irregularidades na manipulação desses medicamentos no país.
Entre os dados apresentados, a Anvisa destacou que mais de 100 kg de IFA para a produção de tirzepatida foram importados entre novembro de 2025 e abril de 2026. Esse volume permitiria a produção de 20 milhões de doses de 5 mg.
A agência também apontou a presença de propaganda e comercialização de medicamentos não regularizados no Brasil — as canetas paraguaias.
Outro ponto de atenção é a falta de rastreabilidade em notificações de eventos adversos. No início deste ano, o g1 revelou que havia seis casos de morte por pancreatite envolvendo canetas emagrecedoras, além de mais de 60 mortes associadas a esses medicamentos no país.
De acordo com dados do sistema VigiMed divulgados pela Anvisa nesta segunda, houve um aumento nas notificações e 26% dos casos de efeitos adversos estão ligados a uso fora das indicações aprovadas (off-label).
Na área de manipulação, a agência informou que farmácias magistrais têm atuado em desacordo com normas sanitárias. Em 2026, foram feitas 11 inspeções — número superior ao total de 2025 —, com interdição de oito empresas, sendo sete farmácias e uma importadora. Ao todo, mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis foram apreendidas.
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