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Homem é preso suspeito de estuprar a irmã enquanto ela dormia em Cuiabá




Segundo a polícia, ele apresentava uma lesão no polegar da mão esquerda, com sutura recente, e foi algemado por risco de fuga.
Polícia Militar de Mato Grosso
Uma mulher denunciou ter sido estuprada pelo irmão na manhã desta quarta-feira (1º), em uma residência coletiva na região do bairro 1º de Março, em Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante após ser localizado nas proximidades da rodoviária da capital.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta de 9h20 para atender a ocorrência. No local, os policiais encontraram a vítima no portão da casa, abalada emocionalmente e chorando.
À polícia, a mulher relatou que mora em uma quitinete no imóvel e que, após ingerir bebida alcoólica, foi dormir. Ela contou que costuma deixar a porta destrancada e que, em determinado momento, acordou com o irmão cometendo o estupro.
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Segundo o relato, a vítima começou a gritar e a reagir, momento em que o suspeito se assustou, se vestiu e fugiu do local. Ela não conseguiu informar detalhes sobre as características do homem nem a direção da fuga.
Os policiais fizeram buscas na região e acionaram outras viaturas, mas o suspeito não foi localizado inicialmente. A vítima foi levada à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para registro da ocorrência.
Aos policiais, a vítima afirmou que o irmão já possui passagens por crimes semelhantes e faz uso de tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada em consulta ao sistema policial.
Durante as buscas, equipes receberam a informação de que o suspeito havia fugido para a região da rodoviária de Cuiabá. Ele foi encontrado em uma área de mata, ainda tentando escapar. O suspeito foi abordado, identificado e preso em flagrante. Em seguida, foi encaminhado à delegacia.
Segundo a polícia, ele apresentava uma lesão no polegar da mão esquerda, com sutura recente, e foi algemado por risco de fuga.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
🚨Como pedir ajuda?
Interface do aplicativo ‘SOS Mulher MT’
Reprodução
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
O que é a Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros
Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros
Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros
Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros
Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros
O que é medida protetiva?
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Quem pode solicitar?
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
Como solicitar medida protetiva?
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.



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