Veja as principais notícias no MODO STORIES
As metas foram traçadas hoje em reunião na CBF.

 Estadão

#Antenados2026 #Bras…
Juiz mantém processo de cassação contra vereador por espancar namorada com chave de rodas em Barra do Bugres
Como jogar o Kortz Center Heist no GTA Online? Veja o tutorial
Enquete “A Casa do Patrão”: quem deve vencer a primeira temporada?
Senado aprova em dois turnos PEC da aposentadoria dos agentes de saúde
Motociclista de 35 anos morre ao bater em caminhão durante ultrapassagem em Nova Olímpia (MT)
Finalista da Copa masculina, Espanha pode “unificar” títulos mundiais
Trabalhador morre após ser atingido por chapa metálica de empresa  | HiperNotícias
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Incêndio em reator deve afetar produção de remédios para câncer de próstata


O incêndio registrado na sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, pode ter consequências diretas para o tratamento de câncer no Brasil. A instalação é a única no país responsável pela produção de lutécio-177, radioisótopo utilizado em terapias contra câncer de próstata e tumores neuroendócrinos.

Em entrevista à CNN, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, afirmou que o reator deverá permanecer fora de operação por prazo indeterminado, o que pode comprometer o abastecimento do insumo no país. Segundo ele, a instalação também era utilizada para pesquisas científicas.

“Este reator produzia lutécio-177 para tratamento de câncer. Com este evento, o reator ficará parado até que se comprove que as condições estão seguras para o retorno”, disse Facure.

Ou seja, mais um impacto no tratamento de pacientes oncológicos, já que com a interrupção, o Brasil passará a depender integralmente da importação do radiofármaco, cenário que pode elevar custos, reduzir a disponibilidade e afetar a continuidade de tratamentos.

O problema da importação é que o tempo de viagem faz esses medicamentos perderem parte da eficácia. A corrida contra o relógio se deve à chamada “meia-vida”. Os radioisótopos têm um comportamento físico específico: eles se degradam rapidamente. A “meia-vida” é o tempo para que metade de uma substância radioativa se desintegre.

O IEA-R1 é o maior reator de pesquisa em operação no país e uma das principais instalações responsáveis pela produção de radioisótopos para uso médico. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) possui outros três reatores de pesquisa, mas nenhum com capacidade de produzir lutécio-177.

Surpresa no setor

O caso gerou surpresa entre especialistas do setor, já que o reator estava parado desde novembro de 2025, o que levanta questionamentos sobre as condições da instalação e os protocolos de segurança adotados.

O incidente ocorreu nos dias 24 e 25 de março e está sob investigação da ANSN. Segundo a autoridade, houve um incêndio localizado que atingiu racks e cabeamento da sala de controle, sem risco radiológico. Já o Ipen, vinculado à Cnen, apresentou versão divergente, afirmando que não houve incêndio, mas apenas a presença de fumaça densa no ambiente.

Apesar da ausência de risco nuclear, a ANSN apontou preocupações relacionadas à segurança ocupacional, especialmente pela possível inalação de resíduos químicos e fuligem. A retomada das atividades dependerá de uma limpeza industrial especializada e de novas avaliações técnicas.

O Ipen é uma unidade técnico-científica da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Procurado para tratar deste assunto, o órgão não retornou contato até o fechamento.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News