Duas crianças de 3 e 7 anos foram resgatadas pela Polícia Militar na noite desta sexta-feira (20), em uma residência de Nova Mutum, após serem encontradas trancadas sozinhas em um quarto sem acesso a água, alimentos ou banheiro. O caso foi registrado por volta das 22h40 e é investigado como maus-tratos e abandono de incapaz.
De acordo com informações do 26º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada após uma testemunha relatar que ouviu gritos de socorro vindos de uma casa. Ao verificar a situação, a comunicante encontrou as duas crianças na janela do imóvel, pedindo ajuda. Elas informaram que haviam sido trancadas no quarto pela avó, que teria saído para ir ao mercado.
Diante da gravidade, a testemunha entrou na residência que estava com a porta aberta e constatou que o quarto onde as crianças estavam permanecia fechado. A Polícia Militar foi chamada imediatamente e, ao chegar ao local, acionou o Conselho Tutelar para acompanhar a ocorrência.
Durante a averiguação, os policiais identificaram que havia outras pessoas na casa. Em um dos quartos, um homem foi encontrado dormindo. Ele afirmou não ter parentesco com as crianças, mas relatou que seu sobrinho, de 23 anos, é companheiro da avó das vítimas e teria deixado as crianças no local.
Os responsáveis foram acionados e compareceram à residência. Com a chegada deles, o Conselho Tutelar teve acesso à chave do quarto e realizou a abertura da porta, resgatando as crianças em segurança.
Segundo os conselheiros tutelares, uma das crianças chegou a urinar na própria roupa devido ao tempo em que permaneceu confinada. Ainda conforme a equipe, o cômodo não possuía condições mínimas de permanência, já que não havia água, alimentos ou banheiro disponível.
A Polícia Militar informou que optou por não arrombar a porta para evitar riscos às crianças, já que o espaço era pequeno e poderia haver ferimentos.
A avó das vítimas, de 43 anos, apresentava sinais visíveis de embriaguez e confirmou ter ingerido bebida alcoólica. Ela e o homem de 23 anos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.
O Conselho Tutelar ficou responsável pelo acompanhamento do caso e pela proteção das crianças.

