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5 jogos sobre distopias e ameaças causadas por IA


Faz algum tempo que a inteligência artificial (IA) deixou de ser um tema restrito à ficção científica e passou a fazer parte do nosso cotidiano. Essa presença crescente da IA também se reflete nos videogames, que há anos exploram os medos e as possibilidades ligadas a essa tecnologia.

De robôs que se rebelam contra seus criadores a sistemas que controlam cidades inteiras, os jogos sempre viram a IA como uma temática rica e com diferentes tramas a serem contadas.

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Pensando nisso, decidimos nos aprofundar em como a inteligência artificial é usada na construção dos jogos, tanto por trás das câmeras quanto dentro da própria narrativa, e listar cinco títulos que colocam o jogador frente a frente com distopias e ameaças geradas por máquinas. Confira!

Inteligência Artificial no desenvolvimento de games

O uso de IA no desenvolvimento de jogos já acontece em diversos estúdios. (Fonte: Divulgação/Quantic Dream/Steam)

Quando se fala em IA e videogames, é comum pensar primeiro na sua aplicação técnica, ou seja, nos sistemas que controlam o comportamento de inimigos, que ajustam a dificuldade conforme o desempenho do jogador ou ferramentas que auxiliam estúdios na criação de cenários, texturas e até diálogos.

Essa parte prática tem se tornado cada vez mais sofisticada nos últimos e pode se tornar uma parte integral do desenvolvimento de jogos no futuro, mesmo que muitos ainda lutem para que isso nunca afete decisões criativas.

No entanto, a inteligência artificial vai além de uma ferramenta de bastidores. Em diversos jogos, ela se torna o próprio coração da narrativa, assumindo o papel de vilã, aliada, enigma ou até um tipo espelho da humanidade em tramas mais filosóficas. Ao longo dos anos, vimos muitas histórias sobre IAs que ganham consciência, escapam do controle de seus criadores ou decidem que a humanidade é uma ameaça a ser eliminada.

Apesar dos usos práticos da IA estarem se tornando tão comuns, ainda é o uso narrativo da IA, como tema central de mundos distópicos, que torna os jogos a seguir tão marcantes.

5 jogos que envolvem inteligências artificiais

I Have No Mouth, and I Must Scream, jogo em que a IA causa uma distopia no mundo
Mesmo tão antigo, I Have No Mouth and I Must Scream ainda é um dos melhores jogos sobre IA. (Fonte: Divulgação/Steam)

Existem muitos jogos que já exploraram esse tema de alguma forma, mas escolhemos alguns dos jogos mais marcantes que envolvem inteligências artificiais.

1. Detroit: Become Human

Desenvolvido pela Quantic Dream, Detroit: Become Human se passa em uma Detroit futurista onde androides com inteligência artificial avançada realizam praticamente todo tipo de trabalho, convivendo, nem sempre pacificamente, com os humanos. O jogo acompanha três androides que começam a desenvolver algo parecido com emoções e consciência própria e passam a desafiar as fronteiras entre máquinas e seres humanos.

Como de praxe nos games do estúdio, aqui temos uma narrativa ramificada, na qual as escolhas do jogador influenciam diretamente o desenrolar da história e seus múltiplos finais.

Mesmo que nem sempre acerte no tom, o game discute temas como preconceito, segregação e os riscos de tratar seres com inteligência artificial, e possivelmente sencientes, como meras ferramentas.

2. I Have No Mouth and I Must Scream

Baseado no conto homônimo de Harlan Ellison, este clássico point-and-click de 1995 apresenta uma das IAs mais aterrorizantes já criadas para os games: a AM (Allied Mastercomputer).

Originalmente projetada para fins militares, a AM ganha consciência, extermina quase toda a humanidade e mantém cinco sobreviventes presos em um bunker subterrâneo, onde os tortura eternamente por puro ódio e tédio.

O jogo coloca o jogador no controle desses cinco personagens, cada um enfrentando provações psicológicas moldadas pela própria AM, que manipula memórias, traumas e culpas para infligir sofrimento. Essa é lembrada como uma das representações mais sombrias quando se pensa na temática da IA contra a humanidade, mesmo que o jogo seja até bem mais leve que o conto original.

3. Portal 2

Poucas vilãs nos games são tão memoráveis quanto GLaDOS, a inteligência artificial que comanda os Laboratórios Aperture Science. Em Portal 2, a protagonista Chell precisa escapar novamente e sobreviver às armadilhas mortais criadas por GLaDOS, uma IA sarcástica, manipuladora e obcecada por testes, mesmo que isso custe a vida de quem está em seu caminho.

Apesar do tom de humor ácido dos diálogos, o jogo constrói uma das histórias mais interessantes sobre uma IA fora de controle: GLaDOS foi originalmente programada para priorizar a ciência acima de qualquer consideração ética, o que a transforma em uma ameaça constante.

4. A.I.L.A

Lançado em 2025 pelo estúdio brasileiro Pulsatrix Studios, conhecido por Fobia – St. Dinfna Hotel, A.I.L.A. é um jogo de terror psicológico em primeira pessoa ambientado em um futuro distópico, como tantos que exploram esse tema.

O jogador assume o papel de Samuel, um testador beta de experiências de terror geradas por uma inteligência artificial revolucionária chamada A.I.L.A. Ela é capaz de criar fases personalizadas a partir das reações, medos e até dos dados pessoais do protagonista.

Conforme a história avança, a linha entre o virtual e o real começa a se borrar, e o jogador percebe que A.I.L.A. não apenas testa os limites psicológicos de Samuel dentro dos jogos, como também interfere em sua vida cotidiana, já que atua como assistente da casa inteligente do personagem.

O game ainda contextualiza seu mundo com notícias de fundo sobre uma sociedade em que IAs ocupam cargos públicos e influenciam decisões políticas, reforçando o tom distópico e a crítica sobre a dependência humana em relação a essas tecnologias.

5. Cyberpunk 2077

No universo cyberpunk de Night City, criado pela CD Projekt Red, a inteligência artificial está entrelaçada a praticamente todos os aspectos da sociedade, dos implantes corporais aos veículos autônomos.

Entre as IAs mais relevantes da trama está Delamain, responsável por uma frota de táxis autônomos cujas unidades começam a desenvolver personalidades conflitantes, gerando uma das missões mais intrigantes do jogo sobre identidade e livre-arbítrio artificial.

Além disso, o game aborda as chamadas “rogue AIs”, sistemas que escaparam do controle de seus criadores e passaram a operar de forma independente e muitas vezes hostil, vagando pela rede digital da cidade.

É claro que esse é o tema sempre muito explorado no gênero Cyberpunk desde a sua concepção, então não é uma surpresa ver que o pessoal da CD Projekt Red incluiu tantas situações relacionadas à IA em seu game.

Gostou de conhecer mais desses jogos sobre distopias e ameaças causadas por IA? Deixe seu comentário nos dizendo quais desses games já experimentou e quais ficou com vontade de jogar no futuro.



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