A endometriose é uma doença bastante incidente entre as mulheres. De acordo com o ginecologista e cirurgião robótico Sérgio Conti Ribeiro, professor doutor do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), 10% das mulheres têm essa condição de saúde.
Esse foi o tema do “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (18), em que os ginecologistas Gabriela Rebelo, cirurgiã ginecológica, e Sérgio Conti Ribeiro cirurgião robótico e professor doutor do HC–FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Durante o papo, eles comentaram sobre como é feito o diagnóstico da endometriose, quais os sintomas relacionados a doença, os exames mais indicados e as opções de tratamento disponíveis.
O que é endometriose?
Ribeiro começa explicando que a endometriose acontece quando o tecido que reveste o útero passa a ser encontrado fora desse. “É como se essa sala fosse o útero e eu revestisse ela inteira com carpete, mas, por algum motivo, esse carpete aparecesse no corredor”, simplifica o cirurgião.
Rebelo explica também como a dor pélvica é o principal sinal da endometriose, tanto durante o período menstrual quanto durante a relação sexual. “E, frequentemente, elas podem ter também sintomas intestinais e urinários associados”, explica a especialista.
Ribeiro então destaca como não é normal ter uma cólica incapacitante e tanto a paciente quanto o ginecologista precisam se atentar a esse sinal. “Uma cólica menstrual intensa demais tem que ser pesquisada, tem que ser investigada”, reforça, mas uma tendência a achar que cólicas são sempre normais.
Diagnóstico é demorado, mas pode ser feito em consultório
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico pode levar, em média, sete anos desde o início dos sintomas, período em que muitas pacientes convivem com dores intensas, impacto na vida profissional, sexual e emocional, além de dificuldades para engravidar.
Mas Ribeiro explica como ele pode ser feito em consultório, por meio do exame de toque. Posteriormente, a confirmação pode ser feita por meio de ultrassom e/ou ressonância magnética, ambas feitas com preparo intestinal.
A entrevista também aborda quando a cirurgia é necessária, os avanços da laparoscopia e da cirurgia robótica, além de esclarecer dúvidas frequentes sobre dor durante a relação sexual, comprometimento de outros órgãos e os principais mitos que ainda atrasam o diagnóstico da doença. E ainda, debatem uma das maiores preocupações das pacientes: a relação entre endometriose e infertilidade.
O “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 18 de julho, às 19h30, na CNN Brasil.











