Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um novo prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz e concordar com o fim da guerra: 21h, no horário de Brasília, desta terça-feira (7). Se não houver acordo, ele alertou que o país viverá um “inferno”.
Na manhã desta terça, ele também ameaçou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
Agora, autoridades avaliam o que pode acontecer caso não haja acordo até o fim do prazo — observando que o presidente americano já deu diversas previsões para o fim da guerra.
Veja abaixo a linha do tempo das ameaças que Trump fez ao Irã desde que ele estabeleceu o primeiro prazo para o fim do conflito.
21 de março – 1º ultimato de 48 horas
A primeira ameaça de Donald Trump foi em 21 de março, quando ele disse que os EUA “atacariam e obliterariam” usinas de energia iranianas se o país não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.
No dia seguinte, o representante do Irã na agência marítima da ONU afirmou que o estreito permanecia aberto a todos, exceto aos “inimigos” do Irã.
23 de março – Prazo estendido por 5 dias
Em 23 de março, pouco antes do fim do primeiro prazo estipulado por Trump expirar, o presidente afirmou que os EUA e o Irã haviam mantido “conversas produtivas” e que ele suspenderia os ataques a instalações de energia por cinco dias.
26 de março – Prazo estendido por 10 dias
Em 26 de março, Trump acrescentou mais dez dias ao prazo, alegando que o Irã havia pedido mais tempo, estabelecendo sua nova data limite para ontem, 6 de abril.
30 de março – Novo ultimato se acordo não fosse alcançado
Em 30 de março, Donald Trump disse que os Estados Unidos encerrariam a guerra “explodindo e obliterando completamente” usinas de energia e poços de petróleo no Irã, caso o país não concordasse com um acordo.
Um dia depois, em 1º de abril, ele afirmou que o Irã havia pedido um cessar-fogo aos EUA, acrescentando que só consideraria essa possibilidade depois que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.
Assim, Trump disse que os EUA continuariam “aniquilando o Irã” até que a passagem marítima fosse reaberta.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a alegação de que o país havia solicitado um cessar-fogo.
4 de abril – 2º ultimato de 48 horas
Em 4 de abril, Trump disse aos líderes do Irã que o tempo estava se esgotando para reabrir o Estreito de Ormuz.
“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando – 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles”, escreveu o presidente nas redes sociais.
5 de abril – Prazo estendido até 7 de abril às 21h, no horário de Brasília
No dia seguinte, em 5 de abril, Trump voltou a ameaçar o Irã, dessa vez com xingamentos: “Abram a p**** do estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno – AGUARDEM!”.
Ele também afirmou que “terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!!”.
No mesmo dia, he fez uma publicação na Truth Social: “Terça-feira, 20h (horário do leste dos EUA)” — 21h, no horário de Brasília.
6 de abril — Opções ainda “piores” contra o Irã
Em 6 de abril, Trump disse que tinha opções ainda “piores” do que as ameaças anteriores de bombardear as usinas elétricas e pontes do Irã caso o país não faça um acordo.
Ele também afirmou que “o país inteiro poderia ser derrotado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”.
7 de abril — “Uma civilização inteira morrerá”
Nesta terça-feira (7), dia do “prazo definitivo” para o Irã, Trump reforçou a ameaça contra o país, alertando que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. […] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu ele na rede Truth Social.
*Betsy Klein, Kit Maher, Alejandra Jaramillo, Kevin Liptak, Samantha Waldenberg, Aileen Graef, Sophie Tanno, Adam Pourahmadi, Julia Benbrook e Riane Lumer, da CNN, contribuíram para esta reportagem

