O foguete SLS (Space Launch System), da Nasa, decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando a bordo a missão Artemis II — e um “passageiro” especial: uma pelúcia que funciona como indicador de gravidade zero.
Conhecido como “zero G indicator”, o objeto acompanha missões tripuladas há anos e tem uma função simples, mas simbólica. Durante os primeiros minutos após o lançamento, a força da gravidade mantém tanto os astronautas quanto o mascote presos aos assentos. Quando o estágio principal do foguete é desligado, a pelúcia começa a flutuar, sinalizando o momento em que a nave entra oficialmente em microgravidade.
Na Artemis II, o indicador escolhido foi o “Rise”, um brinquedo desenvolvido a partir de um concurso global que reuniu mais de 2.600 propostas de mais de 50 países. O desenho vencedor foi criado por Lucas Ye, uma criança dos Estados Unidos, inspirado na famosa imagem “Earthrise”, registrada durante a missão Apollo 8.
Além do simbolismo, o mascote também carrega um compartimento com um cartão de memória contendo mais de 5 milhões de nomes, enviados por pessoas de todo o mundo. A iniciativa reforça o caráter global da missão, que marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de 50 anos.
A tripulação de quatro pessoas — os astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense — viajará além do lado oculto da Lua, o que poderá estabelecer um novo recorde de maior distância já percorrida por humanos a partir da Terra, atualmente detido pela Apollo 13.
O voo espacial também fará história como a primeira viagem além da órbita terrestre baixa de uma pessoa não branca, uma mulher e um astronauta canadense.

