O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Mutum, Lucas Badan, destacou em entrevista recente a política de contenção de gastos adotada pelo Legislativo municipal e os resultados obtidos na gestão do orçamento da Casa.
De acordo com Badan, a receita corrente líquida do município para este ano está estimada em aproximadamente R$ 628 milhões. Pela legislação, o Legislativo poderia receber até 7% desse valor, o que representaria cerca de R$ 44 milhões. No entanto, atualmente a Câmara trabalha com um repasse bem menor.
Segundo o presidente, o duodécimo recebido pelo Legislativo corresponde a 1,41% da receita global do municipio.
“É importante que a população perceba o quanto essa Câmara contribui com o município”, afirmou Badan ao comentar os números.
Gastos bem abaixo do limite
O presidente também destacou que os gastos com pessoal da Câmara estão muito abaixo do limite permitido. Conforme ele explicou, o Legislativo poderia utilizar até R$ 25 milhões com folha de pagamento, mas no último ano o gasto foi de aproximadamente R$ 7 milhões.
Para Badan, a economia representa recursos que permanecem disponíveis para investimentos públicos.
“Isso é um número histórico. É o equivalente a uma escola estadual como a que está sendo construída no bairro Montserrat, que custa cerca de R$ 20 milhões. Também daria para fazer um posto de saúde ou uma creche”, ressaltou.
Economia devolvida ao município
Além de operar com orçamento reduzido, a Câmara também devolveu recursos ao Executivo ao final do exercício financeiro. A economia do Legislativo chegou a R$ 2,9 milhões, valor que retornou aos cofres do município.
Segundo Badan, o prefeito definiu que esse recurso será utilizado para iniciar a construção de um complexo cultural, que deverá ser instalado ao lado do espaço Desenvolver.
O projeto pretende reunir atividades e estruturas voltadas à cultura local, atendendo uma demanda antiga de artistas e agentes culturais da cidade.
Papel do Legislativo
Durante a entrevista, o presidente reforçou que a gestão responsável do orçamento público é essencial para garantir que os recursos municipais sejam aplicados em áreas que realmente atendam às necessidades da população.
Ele também ressaltou o papel da Câmara na fiscalização das ações do Executivo e no acompanhamento das políticas públicas.
“É uma Câmara que dificilmente você vê, em nível de Brasil, fazer o que nós fazemos aqui”, afirmou.
A discussão sobre o orçamento reforça o debate sobre planejamento financeiro, responsabilidade fiscal e transparência, temas que vêm ganhando cada vez mais importância na gestão pública municipal.

