Esta sexta-feira, 13 de março, reacende uma das superstições mais conhecidas do mundo: a crença de que a Sexta-feira 13 é um dia marcado pelo azar. Para muitas pessoas, a data é cercada por histórias de mistério, medo e acontecimentos negativos. Mas afinal, de onde surgiu essa crença?
A origem da superstição não é totalmente definida, mas existem explicações ligadas tanto à religião quanto à cultura popular.
Segundo interpretações religiosas, o número 13 passou a ser associado ao azar por causa da Última Ceia de Jesus Cristo, onde estavam presentes 13 pessoas à mesa. O 13º participante seria Judas Iscariotes, conhecido por ter traído Jesus. Após o episódio, Cristo foi crucificado pouco tempo depois, em uma sexta-feira, o que acabou reforçando a associação negativa entre o dia da semana e o número.
Outra interpretação aponta que o 13 seria visto como um número “fora do padrão”, já que na Bíblia o número 12 aparece com frequência, como nas 12 tribos de Israel e nos 12 discípulos. Dessa forma, o 13 seria considerado um número que quebra a harmonia estabelecida.
Já na cultura pop, a fama da Sexta-feira 13 ganhou ainda mais força com o cinema. Em 1980, foi lançado o filme “Sexta-Feira 13”, que apresentou ao público um dos personagens mais famosos do terror: Jason Voorhees.
Com sua máscara de hóquei e visual assustador, Jason se tornou um ícone do gênero e ajudou a consolidar a ideia de que a data estaria ligada ao medo e ao azar. A história do filme se passa no acampamento Crystal Lake, onde jovens passam a ser perseguidos por um assassino misterioso.
Entre superstição, religião e cultura pop, a verdade é que a Sexta-feira 13 continua sendo mais um fenômeno cultural do que um dia realmente amaldiçoado — embora muitos ainda evitem passar debaixo de escadas, quebrar espelhos ou abrir guarda-chuvas dentro de casa nesta data.

