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“Saí da vida pública”, diz Temer ao falar de honorários do Master


O ex-presidente Michel Temer (MDB) admitiu nesta sexta-feira (10) ter recebido pagamentos por contratos com o Banco Master. À CNN, ele destacou que saiu da vida pública e que segue atuando como advogado.

“Não recebi dinheiro, recebi honorários, sou advogado […] Há mais de quatro meses, eu fiz um Roda Viva e me perguntaram, eu disse: ‘Eu fui contratado, eu saí da vida pública e tinha que sobreviver, e sobrevivo com a minha profissão, que é advogado”, declarou. Honorários são pagos em casos em que há a prestação de serviços, mas sem vinculo empregatício.

O emedebista afirmou ter sido contratado para uma consultoria para o Master ainda de o BC (Banco Central) decretar a sua liquidação. “Fui até certo ponto e, como não deu certo, veio a liquidação, aí ficou tudo paralisado”, afirmou.

Investigado por uma série de fraudes e irregularidades financeiras, o Master teve a sua liquidação extrajudicial decretada pelo BC em novembro de 2025. No mesmo dia, o então dono do banco, o empresário Daniel Vorcaro, foi preso pela PF (Polícia Federal).

O ex-presidente também admitiu viagem a Brasília para se encontrar com o então governador Ibaneis Rocha (MDB) e o então presidente do BRB (Banco de Brasília). Segundo Temer, Vorcaro também estava presente no encontro.

“Eu fui contratado para fazer essa intermediação e essa consultoria jurídica”, reiterou o político.

A investigação quanto ao Banco Master abrange também operações financeiras irregulares envolvendo outras instituições – dentre elas, o BRB.

Em setembro de 2025, o Banco de Brasília tentou comprar o Master, mas a operação foi barrada pelo BC. A negociação se transformou em um escândalo bilionário quando se descobriu que os ativos oferecidos ao BRB eram fraudulentos, sem lastro real.

Segundo investigações da PF, há indícios de que o BRB estava ciente de que estava adquirindo “ativos podres”, sugerindo uma possível participação no esquema.

Pagamentos declarados pelo Master

Temer foi um dos nomes que recebeu pagamentos milionários do Master. O nome do ex-presidente aparece em lista de dados da Receita Federal. O documento foi enviado para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime, que apura o crime organizado no país.

O escritório de advocacia do ex-presidente recebeu R$ 10 milhões, segundo o valor declarado pelo banco à Receita Federal. O escritório, no entanto, contesta o valor e diz ter recebido apenas R$ 7,5 milhões.

O banco também realizou pagamentos a outros serviços de consultoria que têm como donos autoridades e nomes famosos na política. Dentre eles, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega; o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; e o advogado Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



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