Maior operadora de ferrovias de carga do país, a Rumo Logística prevê investir entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6,1 bilhões em 2026, segundo o CEO da companhia, Pedro Palma.
Em entrevista à CNN, o executivo destacou um aporte de mais R$ 1 bilhão neste ano para concluir as obras do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso — na prática, um prolongamento da Malha Norte, que hoje vai de Rondonópolis (MT) ao Porto de Santos (SP).
Palma é o entrevistado desta edição do Conexão Infra, programa semanal que discute os gargalos e soluções para a infraestrutura brasileira.
De acordo com ele, esse trecho de 162 quilômetros deverá ser inaugurado no terceiro trimestre do ano, encurtando o caminho dos produtores rurais para escoar seus grãos com um frete mais barato do que o rodoviário.
“Entre julho e agosto, no máximo em setembro, a primeira operação comercial começa a funcionar”, afirma o CEO da Rumo.
A Ferrovia de Mato Grosso é um megaempreendimento com 743 quilômetros de extensão e capital 100% privado, que promete levar os trilhos da Malha Norte até Lucas do Rio Verde, no coração do agronegócio.
Serão, ao todo, três fases de obras. Palma evita cravar uma data para o início dos trabalhos efetivos de execução da segunda etapa, que irá do Terminal BR-070 até Nova Mutum.
Segundo o executivo, os estudos e preparativos estão em andamento, mas os desembolsos maiores e a mobilização mais intensa de pessoal “possivelmente vão ficar mais para frente”.
A Rumo, diz Palma, pretende ultrapassar a marca de 90 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) em 2026. No ano passado, foram 82 bilhões de TKU — indicador de referência no setor.
“Vemos crescimento. Temos uma safra de grãos robusta, que deve trazer um horizonte de exportações saudável para o Brasil, e os próprios projetos de expansão ferroviária entrando em operação.”
Hoje a Rumo detém 14 mil quilômetros de ferrovias, 35 mil vagões e 1.400 locomotivas. As operações incluem a Malha Paulista e a Malha Central (trecho da Ferrovia Norte-Sul).

