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Redes viciam jovens igual cigarro, diz executivo que denunciou indústria


O bioquímico e ex-executivo da indústria do cigarro que ajudou a denunciar várias das controvérsias desse setor acredita que redes sociais são igualmente feitas para viciar adolescentes. Jeffrey Wigand, que ficou famoso na década de 1990 como informante, falou sobre o caso em entrevista para o The Guardian.

“A indústria do tabaco — assim como as empresas de redes sociais — viciava as pessoas intencionalmente, especialmente crianças, para poder usá-las como fonte de renda. Quando você começa a se viciar, precisa de cada vez mais da substância química que causa o efeito. Eles desenvolvem programas deliberadamente e intencionalmente que exploram as vulnerabilidades de nossas crianças“, comenta.

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Wigand se refere especialmente ao resultado do recente julgamento que condenou Meta e YouTube por terem uma interface propositalmente feita para viciar adolescentes, com o caso sendo fundamentado pela história de uma jovem dos Estados Unidos que culpa os aplicativos por ampliar problemas de saúde mental.

As semelhanças entre cigarro e redes sociais

Segundo Wigand, que trabalhou em gigantes do ramo do cigarro antes de se voltar contra elas, a estratégia é especialmente eficiente por explorar o cérebro ainda em desenvolvimento e “bastante maleável” desse público.

“Quando criança, é difícil entender o que é prejudicial. Ela pensa: se é divertido e dá uma sensação boa, por que não continuar fazendo? Esse é o problema do vício: ele te prende a um padrão de comportamento”, argumenta.

Wigand atuou como ativista e acabou com práticas de publicidade no setor do cigarro. (Imagem: Adam Rountree/GettyImages)

O bioquímico ainda sugere que é possível implementar barreiras e restrições que restrinjam o acesso a certos conteúdos com base na idade — justamente um dos pontos do ECA Digital, que entrou em vigor recentemente no Brasil.

“É o mesmo que acontece com o tabaco: podemos tentar aumentar a idade mínima para que os jovens tenham acesso às redes sociais“, especula Wigand, que não deixa os filhos usarem esse tipo de plataforma por considerá-las “más”.

O ex-executivo falou ainda sobre a sua própria experiência como informante no setor e aconselhou gerentes de projetou ou programadores que sentem que estão “tendo um impacto negativo” a fazerem o mesmo, desde que avaliem bem as várias consequências desse tipo de ato.

“Eles pegaram minha experiência médica de duas décadas e a aplicaram a um produto que, quando usado conforme as instruções, pode não apenas matar o usuário, mas também ferir pessoas inocentes. Essa nunca foi minha intenção”, conclui. A conversa inteira de Wigand pode ser lista em inglês por este link.

 



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