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Premiê do Reino Unido e Trump discutem crise do Estreito de Ormuz


O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tratou a crise envolvendo o Estreito de Ormuz pelo telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (15), segundo uma porta-voz de Downing Street.

Os dois falaram sobre a necessidade de reabrir a passagem marítima, que está fechada desde o início da guerra com o Irã, no dia 28 de fevereiro. Com isso, parte importante do transporte marítimo global está interrompida, gerando caos no mercado econômico, principalmente no comércio de petróleo.

Starmer também conversou com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Os dois líderes discutiram o impacto do fechamento contínuo do estreito, acrescentou a porta-voz.

Starmer e Carney concordaram em continuar as conversas sobre o conflito no Oriente Médio em uma reunião na segunda-feira (16), concluiu a porta-voz.

Impacto econômico e estratégico

A situação no Estreito de Ormuz representa um desafio significativo para os Estados Unidos e seus aliados. Os iranianos consideram permitir a passagem de um pequeno número de petroleiros, desde que o comércio seja feito em yuan, a moeda chinesa, o que reduziria a influência do dólar no mercado internacional de petróleo.

O país persa mantém controle sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã. 

 



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