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Precisamos endurecer penas a faccionados, diz secretário de Segurança de SP


O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, defendeu o endurecimento das penas para líderes de facções criminosas e a restrição de benefícios que permitam a redução do tempo de prisão. Em entrevista ao Live CNN, Nico abordou pontos importantes da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e do PL Antifacção que tramitam no Congresso.

“Eu acho que a gente tem que endurecer as penas para aqueles líderes de facção. E não dar benefício para esse pessoal, porque eles voltam para a rua, às vezes a pessoa condenada a 20 anos sai em seis, e continua praticando o crime”, afirmou o secretário.

De acordo com Nico Gonçalves, o foco principal deve ser garantir que criminosos envolvidos com organizações criminosas permaneçam mais tempo encarcerados. “O que eu quero é o endurecimento das penas. Que nome que vão dar para isso não me interessa. O que eu quero é que aquele que é o faccionado, aquele que investe contra os policiais e contra o Estado fique preso mais tempo”, destacou.

Atuação policial contra organizações criminosas

O secretário também comentou sobre as ações da polícia paulista no combate ao crime organizado, destacando operações recentes. “É o que a gente está fazendo com a asfixia financeira, que a gente está fazendo contra o crime organizado. Você vê o caso aqui que a gente fechou 79 hotéis aqui na região da Cracolândia. Terminamos com aquela favela do Moinho, que era o tráfico de drogas, um ponto de referência”, explicou.

Nico Gonçalves mencionou ainda o caso do assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande, afirmando que os responsáveis já foram identificados e presos. “O caso do doutor Ruy, esclarecemos. Prendemos há pouco tempo três pessoas. Estão na cadeia. Falta prender duas pessoas que não foram agindo, mas vão prender também”, garantiu o secretário.

Segundo o secretário, a polícia de São Paulo tem dado respostas contundentes no enfrentamento às organizações criminosas. As operações de asfixia financeira têm sido uma das estratégias principais adotadas pela gestão atual para desarticular grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital).



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