A autoridade eleitoral do Peru defendeu a integridade das eleições gerais deste domingo (12), mesmo após dezenas de milhares de eleitores não terem conseguido votar a tempo devido a atrasos nos locais de votação na capital Lima.
O chefe do Escritório Nacional de Processo Eleitoral (ONPE), Piero Corvetto, disse em entrevista coletiva que 15 locais de votação nos distritos de San Juan de Miraflores, Lurin e Pachacamac, em Lima, não receberam os materiais eleitorais a tempo, afetando diretamente cerca de 63.300 eleitores em 211 locais de votação.
As urnas abriram às 7h00 no horário local, mas enfrentaram atrasos em diversas regiões, incluindo a capital, devido à instalação tardia das cabines de votação e à ausência de alguns cidadãos designados para receber os eleitores.
As autoridades prorrogaram o horário de fechamento em uma hora, até as 18h do horário local, para acomodar os 27,3 milhões de eleitores do país. O chefe do Júri Nacional Eleitoral (JNE), Roberto Burneo, anunciou uma ação judicial contra a empresa responsável pela distribuição do material eleitoral.
O candidato presidencial Carlos Álvarez criticou duramente os atrasos, dizendo que prejudicaram “os direitos de voto de milhares de peruanos em todo o país”. Ele também questionou se os atrasos eram resultado de incompetência ou interferência deliberada.
Álvarez observou que alguns cidadãos e candidatos já alegavam fraude e pediu que os peruanos “defendam o nosso voto”.
O candidato Rafael López Aliaga também denunciou em uma coletiva de imprensa “um caso de fraude” devido aos atrasos nos centros de votação.
“O dano é de 1,2% em comparação com aquela falsa pesquisa de boca de urna que o Júri Eleitoral Nacional consumou”, disse ele. Na sua opinião, as autoridades não deveriam ter permitido a divulgação das pesquisas..
“É mais do que absurdo, é ilegal”, disse o ex-prefeito da capital, que calculou que em Lima (seu reduto eleitoral) seu partido teria alcançado 20%, e estimou que havia perdido 100 mil votos, 1,25% dos eleitores da cidade, devido às cabines que não foram instaladas.
Por sua vez, a companheira de chapa de López Aliaga, Norma Yarrow, pediu que os eleitores que se sentiram prejudicados se dirijam à sede do Júri Eleitoral Nacional.

