Veja as principais notícias no MODO STORIES
Inmet alerta para temporal com ventos de até 100 km/h no Norte de Mato Grosso
Desfiles de carnaval no Rio terão maior número de escolas de samba
Colheita de soja na Argentina começa com lavouras em bom estado
Após vitória do Corinthians na Libertadores, Neto pede Hugo Souza na Seleção Br…
Palpites para Fluminense x Flamengo: Análises e Onde Assistir (11/04/2026)
Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e quatro pessoas acabam presas em Querência
Gripe avança antes do inverno e número de casos quase dobra no Brasil em 2026
El niño tem 61% de chance de se estabelecer até julho
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Patente do Ozempic cai hoje; o que muda para o paciente?


A patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e para controle de peso, chegou ao fim no Brasil nesta sexta-feira (20).

A expiração da exclusividade, que vigorou por duas décadas, marca um ponto de virada no mercado farmacêutico, abrindo espaço para a potencial chegada de versões genéricas e similares de medicamentos que utilizam este princípio ativo, como o próprio Ozempic e o Wegovy.

Essa mudança promete intensificar a concorrência e pode influenciar a disponibilidade e os preços do tratamento.

A decisão de não estender a proteção patentária, que teve início com o depósito em 2006, foi consolidada pelo Poder Judiciário. O entendimento, reforçado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5529, prioriza o interesse público e o acesso da população a medicamentos essenciais.

A ministra relatora Isabel Gallotti, em manifestação anterior, já havia sublinhado que a prorrogação indefinida de patentes poderia onerar o sistema de saúde e limitar o acesso.

Com a semaglutida agora em domínio público, outras empresas farmacêuticas ganham a liberdade jurídica para desenvolver e fabricar medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Contudo, a advogada Giovanna Vasconcellos, especialista em propriedade intelectual do escritório Ambiel Bonilha Advogados, afirma que a materialização desses efeitos no mercado não é automática.

“A perda de vigência da patente principal não implica, necessariamente, liberdade irrestrita de exploração comercial”, diz Giovanna.

“Eventuais patentes secundárias, como aquelas relativas a formulações específicas, processos de fabricação ou novos usos terapêuticos, podem ainda estar em vigor, exigindo análise individualizada quanto à extensão da liberdade de operação.”

Além disso, a comercialização de qualquer novo medicamento exige a rigorosa aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que avalia critérios de segurança, eficácia e qualidade.

“A entrada efetiva de concorrentes no mercado depende não apenas da ausência de barreiras patentárias, mas também da obtenção de aprovação sanitária e de fatores econômicos e estratégicos próprios do setor farmacêutico”, diz Giovanna.

Para que serve a medicação?

O Ozempic, desenvolvido pela Novo Nordisk, é amplamente conhecido por seu uso no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, por seus efeitos associados à perda de peso. O Wegovy, também da Novo Nordisk e à base de semaglutida, tem indicação específica para obesidade.

A expectativa é que a intensificação da concorrência, impulsionada pela entrada de genéricos e similares, gere uma pressão sobre os preços e, consequentemente, amplie o acesso ao tratamento.

“A literatura econômica e a prática regulatória indicam que a perda de exclusividade patentária costuma induzir redução de preços, ainda que em intensidade variável”, diz Giovanna Vasconcellos.

No entanto, esses impactos tendem a se manifestar de forma progressiva, à medida que os novos produtos obtenham as devidas aprovações regulatórias e cheguem efetivamente ao mercado.

Segurança dos pacientes

A Anvisa tem atuado ativamente na regulação desses medicamentos. A agência mantém regulamentações estritas sobre a manipulação da semaglutida, proibindo a importação e o preparo de versões sintéticas por farmácias de manipulação, medida apoiada pela Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) para garantir a segurança dos pacientes.

Em 2 de fevereiro, a agência aprovou novas indicações para a semaglutida, como o uso do Wegovy para redução do risco de eventos cardiovasculares graves e do Ozempic para diabetes tipo 2 com doença renal crônica.

O que diz o laboratório?

A Novo Nordisk, empresa detentora da tecnologia original, posicionou-se afirmando estar preparada para o novo cenário.

Em comunicado, a companhia destacou que o término de uma patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação.

A empresa reafirmou seu compromisso com a inovação e com o mercado brasileiro, onde mantém uma fábrica em Montes Claros (MG) que já é responsável por uma parcela significativa da produção global de insulinas. A estratégia da Novo Nordisk inclui continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento de soluções para doenças crônicas graves.

 



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News