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Master pagou R$ 1,4 milhões à empresa do “Rei do Lixo”, alvo da Overclean


O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 1,4 milhão ao empresário Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia, segundo dados de um relatório da Receita Federal enviado à CPI do Crime Organizado. O repasse consta em declaração do Imposto de Renda da instituição financeira de 2024.

Marcos de Moura é apontado pela PF (Polícia Federal) como responsável por liderar um esquema de desvio de verbas públicas fruto de emendas parlamentares por meio do superfaturamento de obras com contratos de licitação, principalmente em municípios da Bahia.

O valor exato de R$ 1.433.460,00 foi pago à MM Limpeza Urbana, que tem como sócios José Marcos de Moura e Alexsandro Gonçalves de Moura, a título de “rendimentos de capital”.

O repasse foi feito em 2024, ano em que Marcos Moura integrava o diretório nacional do União Brasil e foi preso da operação Overclean, da PF com a CGU (Controladoria-Geral da União).

Além do “Rei do Lixo”, o vice-presidente da legenda e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 5,4 milhões por meio da A&M Consultoria LTDA. Já o presidente da sigla, Antônio Rueda, recebeu R$ 6,4 milhões do banco de Daniel Vorcaro. Os dois negam irregularidades nos pagamentos.

“Rei do Lixo” foi ao Palácio do Planalto no final do governo Bolsonaro

Na operação Overclean, as verbas dos projetos eram, segundo apurou a Polícia Federal, liberadas para empresas escolhidas previamente e tinham como origem repasses de emendas parlamentares.

Segundo a PF, Moura atuava como ponte de agendas em empresários presos e nomes ligados a governos estaduais.

A investigação do que seria um esquema de propina envolvendo Moura começou com uma apreensão de R$ 1,5 milhão em espécie pela Polícia Federal, em um voo que partia de Salvador com destino a Brasília.

A Operação Overclean foi deflagrada pela primeira vez em 10 de dezembro de 2024 contra um suposto desvio de R$ 1,4 bilhão do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e foi enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) por envolver políticos com foro privilegiado.

Overclean: entenda operação da PF que mira desvio de emendas parlamentares

Procurada pela CNN, a defesa de Marcos Moura não se manifestou.



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