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Indígenas do Tapajós ocupam porto da Cargill e Pataxó retomam terras no sul da Bahia; confrontos pela terra se intensificam no país


No rio Tapajós, indígenas dos povos Munduruku, Arapiuns e outros que vivem ao longo da margem ocuparam o terminal da Cargill e os seus escritórios e realizaram bloqueios fluviais contra o projeto de dragagem e concessão da hidrovia, incluído no Programa Nacional de Desestatização do governo oportunista de Luiz Inácio, em 21 de fevereiro.

Os indígenas também organizaram piquete no rio e bloquearam o acesso de navios, paralisando parcialmente as operações do porto, um dos principais corredores de exportação da região amazônica. A ação afetou diretamente o escoamento da produção do latifúndio agroexportador, produção realizada às custas da miséria dos pobres do campo.

As comunidades indígenas denunciam que a dragagem ameaça destruir áreas sagradas, alterar o curso do rio e inviabilizar a pesca e o transporte tradicional, dos quais dependem milhares de famílias. Especialistas apontam que a dragagem modifica profundamente a dinâmica natural dos rios, pois remove grandes volumes de sedimentos do leito, o que pode alterar a profundidade, a velocidade da corrente e as margens, provocando erosão e instabilidade.

Segundo pesquisadores da área hidro-sedimentar, essas intervenções “impactam a continuidade de sedimentos do rio e podem criar desequilíbrios”, afetando o funcionamento ecológico e físico do curso d’água. Biólogos e especialistas em pesca também alertam que essas mudanças degradam habitats aquáticos e reduzem populações de peixes, ao destruir áreas de reprodução e alterar o fluxo natural, comprometendo a base alimentar e econômica de comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem diretamente desses recursos.

Durante a mobilização dos indígenas, decisões judiciais chegaram a determinar a liberação do acesso ao terminal, enquanto o governo anunciou a suspensão temporária de parte das licitações, diante da repercussão da luta. A ocupação foi organizada pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns, que afirmou que permaneceria mobilizado até que o projeto fosse definitivamente cancelado.

Em apoio à luta, movimentos populares realizaram um protesto em frente ao escritório central da Cargill, na cidade de São Paulo, denunciando o papel da multinacional fundiária na expansão do latifúndio agroexportador sobre territórios dos camponeses pobres e massas indígenas.

Faixas e palavras de ordem expuseram a ligação direta entre as obras na hidrovia e o avanço da exportação de commodities agrícolas, como a soja, apontado como uma das principais causas da expulsão de povos indígenas e camponeses.

No extremo sul da Bahia, a mesma história, com outros personagens

O povo Pataxó protagonizou novas retomadas de terras nos municípios de Prado e Itamaraju, incluindo áreas reivindicadas como parte do território tradicional Comexatibá, no extremo sul da Bahia.

As comunidades ocuparam fazendas e resistiram aos ataques e tentativas de despejo, denunciando ataques armados e ameaças promovidas por pistoleiros da região, a soldo do latifúndio agroexportador. Em um dos episódios recentes, o judiciário chegou a autorizar reintegrações de posse, posteriormente suspensas diante da tensão e da resistência indígena.

‘A autodefesa armada das massas é um direito sagrado’, afirma LCP

Situação similar, de agressão de pistoleiros subordinados ao latifúndio contra camponeses pobres, vem sendo denunciada no estado de Rondônia, na área Tiago Campin dos Santos, em Nova Mutum Paraná, onde famílias camponesas organizadas pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) vêm enfrentando a negação sistemática de direitos básicos por parte do velho Estado, incluindo o acesso à educação.

Em nota pública divulgada em resposta às acusações feitas por veículos de imprensa reacionária local, após o assassinato do dirigente camponês Adeildo Gonçalves Calheiro, conhecido como “Flecha”, a LCP declarou que, diante da violência e das operações realizadas contra as áreas camponesas, os camponeses têm recorrido à autodefesa armada, afirmando que essa autodefesa “é um direito sagrado das massas”, apresentando-a como forma de resistência frente as ameaças, despejos e ações repressivas ilegais registradas no contexto da luta pela terra em Rondônia, em um momento em que, do rio Tapajós ao extremo sul da Bahia e às áreas camponesas de Rondônia, multiplicam-se pelo país ocupações, retomadas e formas organizadas de resistência diante dos despejos, assassinatos e da expansão violenta do latifúndio sobre as terras dos povos indígenas e camponeses pobres.

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