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Impactos da redução da jornada de trabalho trazem alerta para competitividade da indústria


A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil e seus possíveis reflexos para o setor produtivo estiveram no centro do debate realizado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio do Conselho Temático de Relações do Trabalho (CRT). Os dados revelam preocupação expressiva do setor com a possível adoção do modelo de descanso consecutivo (5×2). Segundo o levantamento, 82,61% dos dirigentes sindicais percebem impacto negativo na produtividade.

Entre os principais efeitos apontados estão o aumento do custo do produto final (86,96%), o crescimento das despesas com horas extras (80,43%) e a redução da produção (78,26%). Também foram citados os impactos diretos na competitividade e na operação aos fins de semana (58,70%).

O encontro reuniu empresários, representantes sindicais e lideranças industriais para discutir impactos, riscos e desafios da medida para a indústria mato-grossense e nacional, no final da semana passada.

O debate também contou com a divulgação de uma sondagem realizada pelo Instituto Euvaldo Lodi de Mato Grosso (IEL MT) com 46 respondentes de 28 sindicatos industriais do Sistema Fiemt.

O presidente do Sistema Fiemt destacou que o debate é fundamental diante dos riscos à competitividade da indústria brasileira. Segundo ele, a proposta precisa ser analisada com responsabilidade institucional e embasamento técnico, para além de disputas políticas. Também ressaltou que o tema afeta diretamente a produtividade, a geração de empregos e a capacidade das empresas de se manterem competitivas em um cenário global cada vez mais desafiador.

Durante a programação, foi apresentada uma análise institucional da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o cenário nacional. O panorama detalhou as propostas em discussão no Congresso, os possíveis riscos regulatórios e os efeitos econômicos da redução da jornada, especialmente em setores com operações contínuas e escalas como 6×1 e 5×2.

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI e representante da Fiemt, Alexandre Furlan, alertou para o contexto político em que o tema está inserido. Segundo ele, a discussão deve ganhar força na próxima Conferência Nacional do Trabalho, com manifestação do presidente da República, o que pode influenciar o debate público. A avaliação aponta que mudanças na carga horária podem gerar impactos diretos na organização da produção, nos custos da folha de pagamento e na competitividade da indústria brasileira.

Furlan também chamou atenção para o peso da mão de obra na estrutura de custos das empresas, que representa mais da metade do valor gerado, podendo pressionar especialmente micro, pequenas e médias indústrias.

Estudos apresentados indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode elevar os custos das empresas brasileiras em até R$ 267,2 bilhões por ano, representando um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos. O impacto tende a ser mais intenso na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais. A CNI estima que, para contratos de 40 horas semanais, pode haver aumento de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada regular.

Já o presidente do CRT, Claudio Ottaiano, ressaltou que o tema vai além da indústria e impacta toda a população. Segundo ele, qualquer medida que eleve custos tende a onerar também o bolso do trabalhador. Otaiano ponderou ainda que o aumento de produtividade, frequentemente citado como justificativa para a redução da jornada, não condiz com a realidade brasileira, lembrando que a produtividade do trabalhador no país ainda é inferior à de economias como a norte-americana e europeias. Para ele, antes de discutir a redução da jornada, é fundamental fortalecer a produtividade da cadeia produtiva nacional.

Na esfera estadual, o Observatório da Indústria de Mato Grosso apresentou estudo técnico sobre os impactos da jornada 6×1 no estado. A análise abordou efeitos na folha de pagamento, projeções de emprego, impactos na produtividade, identificação de setores mais sensíveis e possíveis reflexos regionais, oferecendo dados concretos para subsidiar decisões estratégicas.

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