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IA na política: a inteligência artificial pode governar um país?


Em especial nos últimos quatro anos, muito se discute sobre as possibilidades de uso da inteligência artificial (IA) em diferentes setores da sociedade. Já é possível listar aplicações práticas e concretas dessa tecnologia em áreas como saúde, economia e indústrias.

Porém, há um setor em que o debate sobre a utilização de sistemas automatizados é mais intenso e esbarra em uma série de questionamentos técnicos e éticos. Afinal, é possível usar a IA na política para melhorar a tomada de decisão de um governo e a administração pública como um todo?

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Abaixo, confira reflexões sobre a adoção dessa tecnologia no setor público, que vai desde o estabelecimento de um verdadeiro governo digital até a perspectiva mais futurista possível: colocar uma ou várias IAs para substituir lideranças humanas.

Como a IA já é usada na política?

Dentro do que é tecnologicamente possível, já há uma série de aplicações para a IA em diferentes processos da administração pública e do governo como um todo. Na maioria dos casos, que incluem até exemplos brasileiros, a tecnologia funciona como um suporte e não substituto completo.

Processamento de dados

Sistemas de aprendizado de máquina são aplicados para auxiliar na análise de dados massivos, atuando em áreas como saúde, educação, mobilidade e economia. Informações coletadas de trânsito, atendimento em saúde e contratos podem ser lidos e interpretados por uma IA de forma mais ágil e como assistente de analistas humanos.

Dessa forma, é possível medir ações como alocação de orçamentos, por exemplo, ou então encontrar prioridades de investimento e detectar desequilíbrios que passariam despercebidos ou demorariam a ser detectados por um analista convencional.

Além disso, IAs podem realizar uma varredura por contratos e orçamentos para detectar fraudes em benefícios sociais ou orçamentos e irregularidades fiscais. No INSS, por exemplo, ela é capaz de identificar atestados fraudulentos, enquanto projetos feitos pela comunidade servem como mecanismos de fiscalização e pressão popular.

Saúde é um dos setores que mais pode se beneficiar de auxílio da IA no governo. (Imagem: BlackJack3D/Getty Images)

Dentro de gabinetes e secretarias, plataformas já são usadas para otimizar tarefas rotineiras, como resumir documentos longos, preparar briefings e ajudar na produção de relatórios.

IA em campanhas eleitorais

Já em períodos de campanhas eleitorais, partidos já utilizam chatbots para ações como responder dúvidas de eleitores, explicar propostas e coletar dados para uso ao longo da eleição.

Além disso, é também possível mencionar o uso criminoso desses serviços — como a criação de materiais audiovisuais falsos por meio de deepfakes e conteúdos provocativos de propaganda, como no caso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A IA pode governar um país sozinha?

Apesar de existir muita empolgação a respeito até da substituição de seres humanos por sistemas automatizados e a suposta imparcialidade desse tipo de serviço, são muitos os argumentos contrários a respeito da adoção dessa tecnologia de forma exagerada em áreas como a política.

Além da resposta mais óbvia, de que não é possível colocar a administração de uma localidade nas mãos de uma dessas plataformas, é possível ir além e identificar quais são os pontos mais sensíveis dessa criação de dependência em relação a um sistema digital.

Limitações técnicas da tecnologia

Os sistemas de IA atuais são bastante capazes em termos de processamento e criação de conteúdo com base em grandes quantidades de dados. 

Ainda assim, plataformas para uso governamental podem ser deparar com bases fragmentadas, incompletas ou desatualizadas que prejudicam o funcionamento desses sistemas. Projetos no setor também podem esbarrar em questões orçamentárias, que prejudicam a criação e a manutenção de IAs.

Há ainda barreiras não somente técnicas, mas também legais para usar dados integrados — como a integração de informações pessoais de múltiplas fontes, que não podem superar as barreiras determinadas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Problemas éticos da Inteligência Artificial na política

A utilização também encara uma série de questões éticas, em especial pela neutralidade inexistente de um sistema tecnológico na tomada de decisões.

Ao contrário do que argumentam alguns defensores desse tipo de serviço, uma IA não é totalmente imparcial na tomada de decisões e terá algum tipo de viés. Eles são estabelecidos pelos programadores, mesmo que inconscientemente, ou até a partir dos materiais que foram utilizados no treinamento dessa ferramenta.

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IAs podem agir por convicções próprias e até “alucinar”, mesmo no serviço público. (Imagem: Galeanu Mihai/Getty Images)

Além disso, é notável a falta de transparência nas decisões governamentais, já que o processo de raciocínio e produção de conteúdo de chatbots não tende a ser publicizado.

Vantagens do uso de IA na gestão pública

Desde que devidamente planejada e configurada, uma plataforma de IA pode contribuir para o estabelecimento de um projeto de governo digital e realmente otimizar tarefas que antes exigiam mais tempo e recursos para serem concluídas.

Algumas das qualidades dessa combinação entre trabalho humano e artificial se encontram nas seguintes áreas:

  • Produtividade interna: otimização na análise de grandes volumes de dados, no planejamento de políticas públicas e até na comunicação com o cidadão;
  • Alta qualidade nas decisões: uma IA de aplicação governamental tem o potencial de contribuir de forma precisa em tarefas como alocação de recursos e priorização de ações;
  • Serviços mais responsivos e personalizados: esses sistemas podem ser adaptados para atuar em setores ou papéis específicos, além de se moldarem de acordo com o tipo de demanda — como fazer o atendimento à população ou participação na elaboração de um projeto por exemplo.

A IA tem futuro dentro dos governos?

A IA já é usada no presente e tem possibilidade de crescimento ainda maior dentro de governos ao redor do mundo, tanto em esferas regionais quanto na administração de um país de dimensões continentais, como é o caso do próprio Brasil. Políticas em fase de elaboração já sugerem a criação de estruturas como bancos nacionais de dados e um modelo de linguagem soberano.

Porém, a importância dessa tecnologia está principalmente no uso como assistente em determinados processos, trabalhando nos bastidores para otimizar tarefas, produzir análises e trazer inferências que talvez tenham escapado ao olhar humano.

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A ministra de IA que trabalha com contratos públicos. (Imagem: Albanian Government/Reprodução)

Até para evitar o deslumbramento em excesso, casos em que o marketing parece ser a característica mais marcante devem ser vistos com mais desconfiança. É o caso de Diella, a “ministra” da Albânia nomeada em 2025, um sistema de IA que tinha até um avatar próprio.

A plataforma tem como objetivo supervisionar processos de compras públicas e contratos e evitar casos de corrupção — o que é totalmente válido. Porém, ela não deve substituir o trabalho humano e deve-se evitar o discurso de que ela seja livre de “ambições pessoais”. Afinal, por trás do sistema, há também um grupo de pessoas que pode ter os próprios gostos e interesses.

Por que o mercado em alta da IA atrapalha os planos dos EUA de reduzir déficit comercial? Entenda a situação delicada neste artigo!



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