A Otan existe para defesa coletiva, não para conduzir operações no Estreito de Ormuz, afirmou a ministra francesa adjunta do Exército, Alice Rufo, nesta quarta-feira (1º).
As tensões entre os EUA e os aliados da aliança aumentaram depois que o presidente Donald Trump disse que poderia retirar os Estados Unidos da Otan.
Segundo ela, a decisão foi motivada pela recusa de países europeus em enviar navios para desbloquear a região estratégica, que permanece bloqueada pelo Irã desde o início do conflito.
Rufo não comentou diretamente a ameaça de Trump, mas afirmou que a Otan é “uma aliança militar preocupada com a segurança dos territórios na área Euro-Atlântica”.
Especialistas alertam que sinais de que os EUA poderiam não cumprir seus compromissos com a Otan podem encorajar a Rússia a testar a prontidão dos membros para aplicar o Artigo 5, que prevê que um ataque a um Estado membro é considerado um ataque a todos.
A guerra no Irã também agravou as tensões entre os EUA e a Europa, que já vinham crescendo desde o início do segundo mandato de Trump.
As divergências vão de disputas comerciais até suas exigências sobre a Groenlândia, território autónomo da Dinamarca, aliada da Otan.

