Em nova carta, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, a partir de março deste ano, a esposa e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, deve ganhar maior protagonismo político com foco nas eleições de outubro. Na sequência, criticou a desunião na direita e ponderou que apoios precisam ser construídos no diálogo, e não por meio de ataques entre aliados.
Ao pedir respeito à esposa e lamentar as críticas que ela tem recebido dentro do próprio grupo, ele escreveu: “À Michelle pedi para só se envolver na política após março/2026, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”, declarou.
Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, após condenação pelos atos de 8 de Janeiro.
Em carta anterior, ele já havia afirmado estar incumbido de definir os nomes do partido que disputarão o Senado. Cargo que também pode entrar no radar de Michelle, enquanto o filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL), é apontado como escolha para concorrer à Presidência.
No manuscrito, há ainda um apelo por mais harmonia no campo da direita e um agradecimento pelo apoio recebido neste momento delicado para a família.
“Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”.

