A nova pesquisa eleitoral divulgada pela AtlasIntel neste dia 25 de fevereiro demonstra um cenário considerado preocupante pelo governo de turno encabeçado por Luiz Inácio (PT): este aparece tecnicamente empatado com o celerado Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa ouviu 4.986 pessoas e afirma possuir margem de erro de um ponto percentual.
Luiz Inácio, segundo a pesquisa, ganharia em todos os cenários de primeiro turno, mas aparece com 46,2% das intenções de voto no segundo turno. Enquanto isso, o filho do covardão Jair Bolsonaro (PL), condenado por suas agitações e preparativos para golpe de Estado, surge como melhor opção para 46,3% das pessoas que pretendem votar no segundo turno.
A nova pesquisa apresenta uma queda abrupta de mais 2,4% nas intenções de voto para Luiz Inácio, que em janeiro aparecia com aprovação de 48,7%, em um cenário que já não contava com a presença do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Outros candidatos de direita e extrema direita, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), mal chegam aos 5% e 5,7% das intenções de voto, segundo o levantamento.
A desaprovação do presidente de turno parece ter avançado com o desenvolvimento da relação entre a cúpula de Luiz Inácio e grandes banqueiros, como Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, investigado por fraudes em licitações e na venda de ativos do banco em crise ao Banco de Brasília (BRB). Investigações chegam a dar conta que Gabriel Galípolo, indicado por Luiz Inácio à presidência do Banco Central, recebeu ao menos 17 visitas de Vorcaro durante o ano de 2025. A relação íntima com os banqueiros envolveu também a alta cúpula do Supremo, com o ministro Dias Toffoli sendo investigado por corrupção passiva e o vice-presidente Alexandre de Moraes, que teria se reunido intimamente com Vorcaro em sua mansão, em Brasília, sendo um possível frequentador da residência do banqueiro.
O caso pareceu inflar a base bolsonarista, acostumada a se mobilizar com ataques ao STF e seus ministros, principalmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou o pai de Flávio, Jair Bolsonaro, e sua cúpula de militares de extrema-direita por tentativa de golpe de Estado.
Flávio Bolsonaro se dispõe como führer do latifúndio
Um fator que parece impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro é seu histórico de defensor incondicional do armamento máximo do latifúndio e seus bandos paramilitares. Quando oficializou sua tentativa de candidatura à presidência do velho Estado, em dezembro, o filho do chefete da extrema direita e aspirante a herdeiro era considerado favorito em apenas três estados brasileiros: Rondônia, Acre e Roraima, localizados na Amazônia Ocidental, onde o terror latifundiário se confronta cotidianamente com a autodefesa camponesa.
Destes três estados, dois estão localizados na região de expansão da fronteira agrícola conhecida como AMACRO, onde o latifúndio agroexportador avança sobre o território de camponeses e povos indígenas. Durante o governo de turno do facínora Jair Bolsonaro, o governador de Rondônia, o ex-comandante geral da Polícia Militar de Rondônia (PM) Marcos Rocha, chegou a ficar conhecido por suas rotineiras visitas à Brasília e participações em reuniões de ministérios e, principalmente, com encontros com Flávio.
Durante o governo de turno do Bolsonaro pai, invasões e ataques de paramilitares contra acampamentos e aldeias indígenas se tornaram rotina com total cumplicidade do governo da extrema direita. Ataques contra os povos Karipuna e Uru Eu Wau Wau por grupos paramilitares avançaram, com os indígenas dependendo apenas da própria organização e da solidariedade camponesa.
O próprio Flávio Bolsonaro ganhou notoriedade entre o latifúndio rondoniense por se fazer presente no município de Nova Mutum Paraná (RO), no período anterior à emboscada criminosa do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Rondônia (BOPE-RO) assassinar o destacado e reconhecido dirigente camponês da Liga dos Camponeses Pobres, Gedeon José Duque, em 2021. O próprio BOPE-RO mobilizou um verdadeiro cerco e ataque contra os camponeses no acampamento Tiago Campim dos Santos.
Governo de falsa esquerda semeia desconfiança das massas
Talvez procurando repetir o feito obscuro de Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio se dirigiu ao estado de Rondônia no mesmo dia em que o BOPE-RO assassinou o camponês Raimundo Nonato de Souza Gomes, morador da Área Valdiro Chamas.
A queda nas pesquisas atuais é reflexo da frustração das massas populares, chamado “eleitorado” mais pobre, com o atual governo. Em pesquisa anterior, divulgada em 24 de outubro de 2025, também pela AtlasIntel, já demonstrara há meses que o governo tinha maior aprovação entre eleitores com renda familiar superior a R$ 10 mil (aproximadamente 64,6% aprovam a gestão) e desaprovação dominante entre pessoas com renda familiar de até R$ 2 mil, com apenas 6% nessa faixa aprovando a gestão; embora tivesse alta aprovação entre quem tem ensino superior completo (60,3%), o governo tinha baixa aprovação com quem tem apenas até o ensino médio completo (43,1%). Os mais pobres se afastam do governo, e isso está relacionado com suas promessas a esse público não cumpridas, porque precisa governar ao latifúndio e à grande burguesia.
Contrariando as promessas de Luiz Inácio por demarcação de todas as Terras Indígenas (TI) e avanço da dita “reforma agrária”, o governo de turno iniciado em 2023 ficará conhecido por administrar o período de generalização de bandos paramilitares e seus ataques rotineiros contra camponeses e povos indígenas. O próprio bando paramilitar “Invasão Zero” chegou a realizar livremente um encontro nacional, tendo como ponto de encontro um luxuoso hotel no extremo sul da Bahia, estado governado por Jerônimo Rodrigues (PT), aliado e membro do partido de Luiz Inácio. Na realidade, o que se generalizou foi o avanço da autodefesa camponesa e a autodemarcação de terras indígenas, processo no qual os povos originários se desiludem das promessas governistas e retomam parcelas do território historicamente roubado pelo latifúndio.
A revogação da Reforma Trabalhista de 2017, causa originária da escala 6×1, ou à jornada 4×4, na qual o proletariado é submetido a 48 horas de trabalho semanal executadas em quatro escalas seguidas de até 12 horas cada, não foi levada adiante. Essa é apenas uma das promessas não cumpridas, de muitas outras.
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