Veja as principais notícias no MODO STORIES
Shakira grava videoclipe e fãs teorizam sobre Copa do Mundo
Ouvidoria: Fala.BR passa a usar IA para agilizar atendimento
‘Coelhinho da Páscoa’ é apreendido durante distribuição de chocolates
“Quem Ama Cuida”: saiba a história da próxima novela das 9
Nova Mutum tem segunda-feira nublada e úmida em 06/04/2026
Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta-feira
BCE: política monetária dependerá do tamanho da interrupção energética
segunda começa nublada e úmida
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Crescimento de 66% no número de presos expõe crise estrutural em MT | Power Mix


Da Redação/ Power Mix

Mato Grosso/MT

Mato Grosso atingiu a marca de 16 mil pessoas presas em regime fechado, evidenciando um avanço acelerado do encarceramento na última década e acendendo um alerta para a pressão sobre o sistema prisional do Estado. A taxa de reincidência, estimada em 41% em até cinco anos, agrava ainda mais o cenário.

Dados reunidos a partir de levantamentos da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que a população carcerária praticamente dobrou em dez anos. Em 2016, o Estado registrava cerca de 9,6 mil presos. Em janeiro de 2026, o número saltou para 16 mil apenas no regime fechado, um aumento de aproximadamente 66,6%.

O crescimento em Mato Grosso supera a média nacional. No mesmo período, o Brasil passou de cerca de 726 mil para 938 mil pessoas privadas de liberdade, alta de 29%. O avanço mais acelerado no Estado indica maior intensidade no encarceramento ou mudanças no perfil das decisões judiciais.

Outro ponto de atenção é a aceleração recente. Entre o fim de 2024 e o início de 2026, o número de presos em regime fechado cresceu cerca de 17,5%, índice quase três vezes superior à média dos anos anteriores.

O impacto direto é a superlotação. Relatório do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso aponta quadro crítico em unidades como a Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o “Ferrugem”, em Sinop. A unidade, projetada para 1.328 vagas, abrigava 1.742 detentos, excedendo a capacidade em 414 presos e alcançando taxa de ocupação superior a 131%.

Embora a média estadual de ocupação seja estimada em 126%, abaixo da média nacional de 150%, especialistas alertam que o índice mascara desigualdades internas. Grandes unidades em cidades como Cuiabá, Rondonópolis e Sinop concentram a maior pressão, enquanto presídios menores ajudam a diluir a média geral.

O déficit atual ultrapassa 3,4 mil vagas, elevando o risco de crises internas, rebeliões e dificuldades na gestão do sistema.

Outro fator crítico é a reincidência. Estudos apontam que 41% dos detentos voltam a cometer crimes em até cinco anos, o que mantém elevado o fluxo de entrada no sistema, mesmo com esforços para ampliação de vagas e realização de mutirões judiciais.

Considerando também presos em regimes semiaberto, aberto e monitorados por tornozeleira eletrônica, a população sob custódia do Estado pode chegar a até 23 mil pessoas.

O cenário reforça a necessidade de revisão das políticas públicas voltadas ao sistema penal, incluindo alternativas ao encarceramento, investimentos em ressocialização e maior eficiência na reintegração social de Mato Grosso.

PARTICIPE DE NOSSA COMUNIDADE NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO COM NOTÍCIAS, VAGAS DE EMPREGO, UTILIDADE PÚBLICA… – CLIQUE AQUI
CURTA NOSSAS REDES SOCIAIS: FACEBOOK – INSTAGRAM





Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News