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Cooperativas têm pouco fôlego para financiar produtores, diz Cotrijal


Com o crédito rural mais restrito e juros elevados, cooperativas agrícolas têm assumido parte do financiamento das atividades no campo, mas o fôlego também é limitado. A avaliação é do presidente da Cotrijal, Nei César Manica, durante a Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

Segundo ele, a mudança no perfil do crédito rural nos últimos anos reduziu o espaço das linhas subsidiadas e aumentou a dependência de recursos a taxas de mercado.

“Veja bem, o Plano Safra nos últimos anos foi acontecendo e a tendência é que praticamente acaba o crédito rural no Brasil. Aquele crédito rural que tinha juros na época que se chamava subsidiado e era, onde a inflação era 10%, 12% e a taxa de juros era 3%, 4%, 5%, 6%. Então existia um subsídio. Nos últimos anos inverteu a situação. Hoje a inflação é 5%, 6% e as taxas de juros, Selic 15%, mercado 20%. Então o produtor não tem subsídio, ele não tem. Então, o valor anunciado do Plano Safra, ele vem com muitos recursos livres, que são juros de mercado, que não comportam a atividade de crédito”, afirmou.

Diante desse cenário, as cooperativas acabam assumindo parte do financiamento das operações dos produtores, mesmo sem terem esse papel institucional.

“Então, o que nós fizemos, acabamos fazendo a cooperativa, é um papel que não é nosso, é de banco. Mas mesmo assim tem custo, porque você tem que buscar esse dinheiro ao contrário. Então, o que se briga é que venha linha de crédito para as camadas de pequena propriedade, com juros diferenciados, minimizando esse custo de produção”, disse.

Manica afirmou, porém, que o espaço para ampliar esse apoio também é limitado.

“Ah, não tem muito fôlego não, porque tem muitas cooperativas que não têm condições de fazer esse financiamento. A Cotrijal, felizmente, auxilia, mas ela também, num momento tão difícil, que é falta de crédito, crédito seletivo, muitas recuperações judiciais indo pelo Brasil lá fora, que é um problema seríssimo, o que vai acabar fechando a porta para os produtores, tanto na indústria, como no comércio, como nas cooperativas, como nos bancos. Não é o caminho da RJ, então nós estamos também tendo uma cautela, fazendo o crédito seletivo para aqueles produtores tradicionais da cooperativa que a Cotrijal sempre atende”, afirmou.

‘Walt Disney do agro’

O dirigente também comentou o ambiente da feira em um momento em que parte dos produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrenta dificuldades financeiras após frustrações de safra e eventos climáticos extremos.

“Veja bem, o Rio Grande do Sul vem há quatro anos com frustrações, vem com uma enchente. É lógico, compreensível que o produtor, a grande parte está descapitalizado, com alongamento da dívida, com taxas altas”, afirmou.
Segundo ele, apesar do cenário mais desafiador para investimentos, a feira segue como uma vitrine tecnológica para o setor.

“A Expodireto foi concebida para fazer uma exposição de tecnologia e inovação para o agronegócio. Então nós estamos aqui com 613 expositores, numa área de 180 hectares, e aí dito pela grande mídia que aqui é o encontro do Walt Disney do agronegócio. Porque é um parque totalmente arborizado, florido, calçado, com uma infraestrutura invejável. Mas isso não é o mais importante. O mais importante é o que as empresas estão trazendo aqui em tecnologia e inovação”, disse.

Manica afirmou que, mesmo com um ritmo potencialmente menor de negócios neste ano, a feira segue como espaço de apresentação de tecnologias para produtores de diferentes perfis.

“A Expodireto não é uma feira de luxo, é uma Expodireto para mostrar tecnologia inovadora. Esse é o luxo da Expodireto”, afirmou.

A jornalista viajou a convite da Bayer



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