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Consórcios intermunicipais de compras pautam debate entre Associações Comerciais de MT


A experiência do município de Nova Mutum na adoção de alternativas aos consórcios intermunicipais de compras foi destaque em reunião virtual promovida, pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat). O encontro reuniu presidentes de Associações Comerciais de diversas regiões do Estado, sob interlocução da Associação Comercial e Empresarial de Nova Mutum (ACENM). O presidente da Facmat, Jonas Alves, foi o mediador da reunião.

Jonas explicou que a Facmat tem buscado, há vários meses, contribuições das associações para discutir os impactos do modelo de licitações centralizadas via consórcios, utilizado por municípios para aquisição de itens como materiais escolares, pneus e peças. “A nossa preocupação gira em torno da redução da participação do comércio local nesses processos”, enfatiza.

Durante a reunião, o presidente da ACENM, Fernando Simão, apresentou a experiência de Nova Mutum, destacando a parceria entre a entidade e a Prefeitura Municipal para incentivar a participação de empresas locais nas compras públicas.

Segundo ele, o programa Acelera Nova Mutum, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, utiliza o credenciamento de fornecedores, permitindo que a prefeitura adquira diretamente de empresas da cidade.

“A Associação Comercial agiu como mediadora e, como houve esse interesse tanto da prefeitura quanto dos comerciantes locais, conseguimos ajustar o programa que vem sendo bastante eficiente para o comércio local”, afirmou Simão.

Ele ressaltou que o programa não se restringe ao setor de papelarias e já movimentou cerca de R$ 5 milhões, fortalecendo a economia local.

“Temos um ambiente onde a prefeitura tinha predisposição em estar junto ao comércio local. Nós da associação intermediamos, auxiliando empresários a se organizarem para atender à demanda interna e também desmistificando a ideia de que o poder público não paga corretamente. Estamos fazendo o dinheiro circular dentro do município”, enfatizou o presidente da ACENM.

A Associação Comercial de Nova Mutum conta ainda com apoio do Sebrae Mato Grosso, que auxilia os empresários na adaptação aos processos digitais exigidos para o credenciamento e participação nas contratações públicas.

EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS – A reunião também abriu espaço para troca de experiências entre os presidentes. Em Sapezal, conforme relatou Marco Mossini, o comércio local ainda enfrenta limitações estruturais. Já em Diamantino, contou Sandro Rodrigues, houve avanços na relação entre empresários e poder público.

“Temos uma lei que beneficiou muito o comércio local e fazemos um trabalho para dar mais credibilidade e seriedade aos comerciantes, incentivando a participação nas licitações”, destacou Rodrigues. Ele acrescentou que a entidade mantém parceria com o SEST/SENAT para capacitação dos empresários. “Eles precisam se atualizar para atender o poder público”, completa.

Outros representantes também contribuíram com o debate, como Agnaldo Afonso, de Colíder, que destacou o interesse da prefeitura em priorizar compras locais, apesar de desafios recentes. “A prefeitura tem interesse em fazer compras locais, mas neste ano não deu certo. A Associação Comercial irá fazer esse trabalho de mediação entre as partes”, afirmou.

Para o presidente da Facmat, Jonas Alves, o tema exige continuidade no diálogo e articulação institucional.

“Vamos continuar os estudos dos consórcios. Os presidentes vão mapear essa realidade em suas cidades para que possamos avançar no diálogo com órgãos como o Tribunal de Contas, especialmente com setores que defendem o fortalecimento do comércio local”, afirmou.

Jonas também reforçou que o desafio é garantir que os recursos públicos permaneçam nas economias municipais.

“Essa é uma jornada que precisa de calma. Precisamos mostrar às autoridades que o dinheiro que deveria circular nas nossas cidades está indo para fora. Também é fundamental preparar os empresários para atender às prefeituras, pois o cenário mudou e hoje há menos riscos em fornecer ao poder público”, finalizou o presidente da Facmat.

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