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Claudia Raia revela que “quase foi morta” por russos em viagem à Europa


Claudia Raia, 59, compartilhou alguns momentos icônicos de sua carreira de atriz de televisão e recordou uma viagem que fez a Praga, capital da República Tcheca, e que foi ameaçada de morte por russos que não gostavam dela na novela “Torre de Babel”.

Na época, em 1998, a atriz vivia Ângela, que se tornou psicopata após uma decepção amorosa e se tornou a grande vilã da trama. Claudia deixou claro durante o “É de Casa” deste sábado (11) que ficou com medo do ocorrido.

“Uma vez, em Praga, quase fui morta por cinco russos, por causa de Torre de Babel. Eles falavam comigo em russo e eu não entendia… era por causa das novelas!”

Outra personagem da atriz que fez história foi a vilã Lívia Marine, de “Salve Jorge” (2012), que era chefe de tráfico de pessoas e que inspirou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo, não sancionado, que condenaria exploração econômica da prostituição e do tráfico de pessoas.

“Essa mulher [Lívia] existiu, mesmo, era chefe da máfia. Ela realmente dava ‘seringada’ porque não deixava nenhum vestígio na vítima”, lembrou. “Lívia virou uma lei para combater o tráfico humano”.

A vida artística de Claudia teve muitos personagens marcantes, inclusive quando começou a carreira de atriz no papel de Ninón, em “Roque Santeiro” (1985), que era apaixonada por um lobisomem. Ela disse que ficou três meses na trama sem nenhuma fala e que a câmera sempre mostrava o bumbum dela, o que lhe causava um incômodo.

“A câmera passava pela minha bunda, ia e voltava. Quando fui conversar com o Paulo Ubiratan [diretor] se fazer novela era mostrar a bunda, ele me respondeu: “quase sempre. Se você tiver talento, um dia, eles mostram a sua cara’. Que animador”, ironizou.

“Quando chegou uma fala para mim era somente ‘eu também’. Era uma cena com a Regina Duarte e treinei com todas as inflexões possíveis. Cheguei prontíssima e ela emendou uma fala na outra e tive de interrompê-la dizendo: ‘Espere aí, eu tenho um ‘eu também’ aqui. Foram três meses para conseguir essa fala’. Foi uma gargalhada”, contou.



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