Veja as principais notícias no MODO STORIES
Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas
“Acabou as ideias”, diz presidente da Gaviões para jogador do Corinthians
Polícia Civil prende autor de latrocínio de joias de R$ 500 mil | Tudo Rondônia
Motorista morre após bater carro contra carreta e caminhão na BR-070
Governo prepara medidas para amenizar reajuste do querosene de aviação
O CRIME NÃO TEM VEZ EM MT! 

O trabalho não para e a segurança da população é pr…
Vídeo mostra motorista comprando bebida antes de atropelar crianças em SP
Serviço de Inspeção Municipal garante qualidade da carne e segurança em Porto Velho
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Caso Henry Borel: relembre o assassinato do menino que chocou o país


O julgamento dos acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, está previsto para ter início na próxima segunda-feira (23), no Rio de Janeiro. O caso, que completou cinco anos em março deste ano, tem como réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros.

No centro das acusações estão as denúncias por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

O crime e a versão dos acusados

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca.

Segundo as investigações, a criança foi levada desacordada ao hospital, onde a equipe médica constatou que o menino já chegou sem vida.

Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, caindo da cama enquanto dormia.

No entanto, o laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) descartou essa hipótese ao identificar 23 lesões espalhadas pelo corpo da criança.

A causa da morte foi apontada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

Conclusões da Polícia Civil e do Ministério Público

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.

De acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências, tendo sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.

Com o avanço do processo, Jairinho teve seu mandato de vereador cassado por quebra de decoro parlamentar e perdeu definitivamente seu registro profissional de médico.

Em 2024, o pai de Henry, Leniel Borel, foi eleito vereador no Rio de Janeiro, sendo um dos candidatos mais votados da capital.

Situação jurídica e manutenção das prisões

Desde o crime, a situação penal dos réus passou por diversas etapas:

  • Dr. Jairinho: permanece preso preventivamente desde abril de 2021. Diferentes pedidos de habeas corpus foram negados pela Justiça, que argumenta a necessidade de assegurar a ordem pública.
  • Monique Medeiros: protagonizou um embate jurídico sobre sua liberdade. Chegou a obter o direito de responder em liberdade em 2022, mas retornou ao cárcere em julho de 2023 após determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF. Em março de 2025, o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) manteve sua prisão preventiva por unanimidade.

Em 2022, foi sancionada a Lei Henry Borel, que tornou o homicídio contra menores de 14 anos um crime hediondo, aumentando as penas e estabelecendo medidas protetivas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.

Expectativa para o júri popular

O conselho de sentença será formado por sete jurados que decidirão pela condenação ou absolvição dos réus.

O assistente de acusação e pai da vítima, Leniel Borel, declarou esperar uma sentença que reflita a gravidade do crime cometido contra o filho.

As defesas de Jairinho e Monique sustentam a inocência dos acusados e buscam contestar os laudos periciais apresentados no processo.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News