A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira (8) que o Irã não pode mais distribuir armas para seus grupos aliados no Oriente Médio após os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel durante a guerra.
“A capacidade do Irã de financiar e apoiar seus grupos terroristas aliados foi bastante reduzida. Neste momento, o Irã não pode mais distribuir armas para seus aliados na região. E, mais importante, o Irã não será capaz de adquirir armas nucleares”, afirmou Leavitt.
Durante sua coletiva de imprensa, ela disse ainda que o Irã propôs um plano mais razoável para encerrar a guerra no Oriente Médio, após inicialmente apresentar uma proposta que os Estados Unidos consideraram inaceitável.
“Os iranianos inicialmente apresentaram um plano de dez pontos que era fundamentalmente pouco sério, inaceitável e foi completamente descartado. Foi literalmente jogado no lixo pelo presidente Trump”, afirmou.
“Com o prazo do presidente se aproximando rapidamente e as Forças Armadas dos Estados Unidos devastando completamente o Irã a cada hora que passava, o regime reconheceu a realidade à equipe de negociação. Eles apresentaram um plano mais razoável, totalmente diferente e mais enxuto”, acrescentou, referindo-se à proposta que deve servir de base para negociações.
O cessar-fogo mediado pelo Paquistão foi anunciado por Donald Trump no dia em que acabaria o prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz.
Os dois lados devem suspender os ataques por duas semanas para permitir as negociações, que devem ocorrer em Islamabad nos próximos dias. Durante o cessar-fogo, o Irã deve permitir o tráfego pelo estreito de Ormuz.
Durante a coletiva, Karoline Leavitt disse que houve um aumento no tráfego pelo estreito, apesar de a mídia iraniana ter afirmado que a rota foi fechada novamente em retaliação aos ataques contra o Líbano.
“Novamente, este é um caso em que o que eles dizem publicamente é diferente do que dizem em privado. Observamos um aumento no tráfego no estreito hoje”, afirmou Karoline Leavitt, acrescentando que o Irã garantiu em privado que está permitindo a passagem de navios pelo estreito de Ormuz e que “esses relatos públicos são falsos.”

