Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
O município de Nova Mutum/MT, enfrenta um problema crescente que une desordem no trânsito, prejuízo econômico e possível responsabilização civil: a destruição sistemática de calçadas, meios-fios e semáforos por veículos de grande porte, especialmente carretas.
Na manhã desta quinta-feira (26), imagens recebidas pela reportagem mostram novos danos na região da Avenida dos Uirapurus com a Avenida dos Mamoeiros, um dos pontos mais críticos da cidade. Segundo o coordenador do departamento de trânsito municipal, Luiz Carlos Gonçalves, a situação é recorrente e tem exigido intervenções constantes do poder público.
De acordo com o gestor, motoristas ignoram limites de circulação e invadem áreas inadequadas para veículos pesados, comprometendo estruturas urbanas recém-reparadas. “A gente arruma e, pouco tempo depois, está tudo quebrado novamente. É um ciclo de prejuízo constante”, afirma.
Para tentar conter os danos, a prefeitura passou a instalar barreiras físicas, como pilares e troncos de proteção próximos aos semáforos. Em um dos casos recentes, a estratégia evitou a queda completa do equipamento, mas não impediu o impacto. “Dessa vez, bateu no obstáculo, mas pelo menos o semáforo não foi arrancado novamente”, explica.
Além dos danos visíveis, a situação representa impacto direto nos cofres públicos. As equipes de obras são frequentemente acionadas para reparos emergenciais, caracterizados pelo próprio coordenador como “medidas paliativas” diante da repetição das ocorrências.
Outro ponto crítico está em ruas de acesso a bairros, onde não há sinalização semafórica. Nesses locais, carretas de até nove eixos realizam conversões inadequadas, subindo em calçadas e destruindo completamente a infraestrutura urbana. O padrão dos estragos indica que o peso concentrado dos eixos traseiros é o principal responsável pela deformação e ruptura das estruturas.
Em resposta, o município começou a adotar medidas mais rígidas. Quando há identificação dos veículos infratores, a administração abre procedimento para responsabilização e encaminha os custos para a dívida ativa do condutor. A iniciativa busca frear a reincidência por meio de penalização financeira.
“Não tem outro caminho. Quem causa o dano precisa pagar. É uma questão de responsabilidade com o patrimônio público e com a cidade”, reforça Gonçalves.
A situação expõe não apenas falhas no comportamento de parte dos condutores, mas também um desafio estrutural de fiscalização e conscientização. Especialistas apontam que, além de medidas punitivas, campanhas educativas e reforço na sinalização podem ajudar a reduzir os impactos.
Enquanto isso, o alerta é direto: o desrespeito às regras de circulação não apenas compromete a segurança viária, mas também gera prejuízos coletivos que recaem sobre toda a população.
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